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Berta Cardoso

​Álbuns

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Berta Cardoso

 Orquestra de Guitarras

Biografia

Berta Cardoso estreou-se aos 16 anos no Salão Artístico, ao Parque Mayer, em Lisboa, em 1927, e interpretou um fado de Júlio de Sousa, muito voga, “Loucura”, uma criação de Mariamélia, irmã do poeta. A belíssima voz que tinha levado a família a sonhá-la no palco lírico, arrebatou o público e a imprensa apelidou-a de “loucura dos fadistas”, poucos anos mais tarde. Apesar dos “tempos difíceis” como recordará anos mais tarde ao Diário de Notícias, logo aos 19 anos viajou para Madrid para gravar o seu primeiro disco.

O jornal Guitarra de Portugal num título sintetiza a meteórica carreira, afirmando que Berta Cardoso chegou, cantou e venceu! O jornal escreve que Berta “se lançou mercê do seu próprio mérito”, “não imita ninguém” e revela “uma vocação espontânea e claramente desde a sua estreia”. Berta Cardoso foi logo requisitada para os palcos do teatro de revista onde fez êxitos  como fadista mas deu também corpo a diversas personagens.

Na década de 1930 viajou até ao Brasil, sendo anunciada pela imprensa como “a fadista com lágrimas na voz”. Depois do assinalável êxito desta digressão, em 1933 viajou até Angola e Moçambique integrada num grupo constituído pelos guitarristas João da Mata e Armandinho, à viola Martinho d’Assunção, e a fadista Madalena de Melo. Do repertório de Berta Cardoso constam, entre outros fados, “Lés a lés” que Fernando Maurício recuperará anos mais tarde, “Belos Tempos”, “Fado da Azenha” ou “Aquela azenha velhinha”, “Perna de pau”, e aquele que é um dos seus fados identitários: “Cruz de Guerra”, que gravou na Estoril Discos. O poema dera a Armando Neves o 1.º prémio do Secretariado de Propaganda Nacional, a música é de Miguel Ramos.

Berta Cardoso depois das viagens bem sucedidas ao estrangeiro e às ex-colónias portuguesas, optou por ficar em Portugal, e recusou até um convite para atuar nos Estados Unidos. Só em 1947 aceitou um convite para cantar em Espanha, tendo-se saldado num enorme sucesso.

“Fado de marinheiro” de João Nobre e Cordélio Oliveira que se popularizou como “Canção das descobertas”, “Homem da Berta", “Feitiço" também conhecido como "Fado Faia”, que Amália Rodrigues gravou, e “Noite de S. João” são alguns temas do repertório da fadista que é a imprensa apontou como a “alma do fado”, visto ser uma “expressiva e sentimental intérprete da canção nacional”. “A chinela”, “Era assim”, também conhecido como “Fui uma noite às Pedralvas”, “Fracasso”, “Testamento”, “O homem da Berta”, “Cinta vermelha”, no original “Coisas vermelhas”, e “Tia Macheta” que o autor, o poeta João Linhares Barbosa, intitulou “Maus agoiros”, são outros fados inolvidáveis de Berta Cardoso que onde atuou tem sempre uma legião de fiéis admiradores que vão ouvi-la, apreciar-lhe os gestos, e a entrega em cada palavra.

Berta Cardoso encerrou a carreira em 1982 integrando o elenco de "O Poeta".

Texto: NCL

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