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Gonçalo Salgueiro qualificou o seu novo álbum, “Sombras e Fado”, como “não convencional” e "uma viagem", que procurou que não fosse monótono, "apesar do sabor amargo” que sente.

“Quis fazer algo para agradecer às pessoas e dar-lhes os ambientes mais diversos possíveis, para não ser um disco monótono, e ter-me presente o mais possível”, disse o fadista à agência Lusa, que explicou que o “sabor amargo” que sente deve-se ao facto da morte, recente, da mãe, uma situação que “está bastante explícita no CD, que lhe é totalmente dedicado”, cita o Notícias ao Minuto.
“Todos os temas são dedicados à minha mãe, como sempre", disse Gonçalo Salgueiro, que destacou a gravação da balada “Volta”, de Diogo Piçarra, “um dos dois temas que não são fado neste álbum”.

 

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O outro tema é “Tu”, um poema de Salgueiro, que o gravou numa composição de Saint-Preux, “Concerto pour une voix”, e no qual conta com a participação da soprano romena Elena Mosuc

“Eu gravei este tema sem saber que o compositor tinha proibido que fosse gravado em Portugal e fiquei preocupado, mas graças ao empenho da poeta Maria de Lourdes de Carvalho, entrámos em contacto com o compositor francês, que ouviu e gostou tanto que autorizou, e fiquei muito contente”, contou.
Referindo-se ao álbum, editado pela CNM, Gonçalo Salgueiro declarou: “Aquilo que eu quis fazer foi uma viagem, ora estamos aqui, ora vamos ali, depois acolá, e vai num crescendo de ritmos, atmosferas, e de roupagens, sem nunca fugir ao fado, que é uma coisa que eu não faço, mas havendo as tais sombras do fado, as ‘nuances’ que uma pessoa pode dar e porque não deixa de ser fado se tem uma orquestra sinfónica por detrás, ou por ter um arranjo mais ‘aflamencado’”.
A construção deste CD começou com o público, através das redes sociais, disse o fadista, que questionou as pessoas sobre o que gostariam que gravasse.
“Fui pedir às pessoas o que é que gostavam que eu cantasse, pois o que eu queria fazer era celebrar as pessoas que me apoiam, quis brindá-las, pois eu não canto para mim, canto para os outros, o meu trabalho é um trabalho altruísta, nunca pode ser egoísta”, contou.
Entre as suas escolhas, optou por fados tradicionais, “os mais difíceis de cantar”, nos quais colocou letras suas, assinando sete dos 17 temas gravados. Gonçalo Salgueiro considera-se “letrista e não poeta”.
“Depois fui buscar alguns temas mais conhecidos, dentro dos pedidos que me foram feitos, nomeadamente ‘Penso sempre em ti’, uma criação da Fernanda Maria, que canto numa forma tradicional, e ‘Povo que lavas no rio’, criação de Amália, que pensei em não gravar, mas lembrei-me de um grupo coral da minha terra, Montemor-o-Novo, [no Alto Alentejo], e gravámos na capela do castelo, sem música, numa noite muito fria e, pela primeira vez, ousei pôr um grupo de cante alentejano a cantar um fado tradicional”.
Gonçalo Salgueiro reconhece que foi “um risco”, mas assumiu que gosta de riscos. “Eu prefiro que as pessoas não gostem, mas que eu tenha alguma coisa diferente, do que estar a fazer mais do mesmo só porque é seguro, o que é seguro a mim não me dá gosto, rigorosamente, nenhum. Eu gosto de ser eu”, salientou, referindo que neste CD “está grande parte da [sua] própria essência”.

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O álbum abre com “Pecados”, letra de Gonçalo Salgueiro, que o interpreta na melodia do Fado Alcântara, porque “quis começar por um tema que falasse da condição de ser português, fazendo uma alteração abrupta depois, em que se afirma ser português, ter esta tristeza, que é inerente”, tendo-a adaptado ao “sentimento próprio de uma pessoa, adaptando-o ao desamor”.

Foto: DRGS/FMS

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O padre Manuel Antunes (1918-1985) "legou-nos um pensamento muito sagaz e avançado sobre Portugal e a Europa, na relação com o mundo em processo de globalização", afirma José Eduardo Franco, na introdução da obra "A Anatomia do Presente e a Política do Futuro: Portugal, a Europa e a globalização", do padre Manuel Antunes (1918-1985), organizada e com introdução de José Eduardo Franco, publicada pela Bertrand Editora, e que inclui um prefácio de José Farinha Nunes, um posfácio de António J. Trigueiros e uma cronologia da "vida inspirada e inspiradora" de Manuel Antunes.

Sacerdote jesuíta, investigador, professor universitário, Manuel Antunes foi conselheiro do ex-Presidente da República António Ramalho Eanes.
O antigo Chefe de Estado, que condecorou Manuel Antunes com o grau de grande oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, afirma que o sacerdote "entendia que o Estado deveria ser competente e correto, devia privilegiar a justiça, a liberdade e responder à sociedade civil de tal maneira, que toda ela pudesse desenvolver-se e modernizar-se".
Farinha Neves, no prefácio, não tem dúvidas e aponta o jesuíta como "um dos maiores sábios do século XX português", e considera que as suas grandes linhas de pensamento, especialmente "no plano político e da análise prospetiva das derivas culturais e mentais do mundo contemporâneo, ainda mantêm uma flagrante atualidade".
José Eduardo Franco refere-se a Manuel Antunes como "um intelectual da cidade e do mundo, com um pensamento político e social inovador e um pensador político do futuro".
O historiador salienta a "atualidade" dos textos do jesuíta, que foi um dos fundadores da revista Brotéria, e sua "lucidez", que nas décadas de 1960 e 1970 soube antecipar problemas e desfecho da vida portuguesa e internacional de hoje, e que, prossegue José Eduardo Franco, "bem pode ajudar-nos na urgência de repensar Portugal, a Europa e o nosso mundo, neste ano de 2017", que considera José Eduardo Franco "marcado por um horizonte de tremenda incerteza".
José Eduardo Franco, na sua introdução, que é um ensaio como abordar a herança do pensamento ‘antuniano’, destaca que o sacerdote foi "um mestre conciliador", "um pedagogo da democracia" e debateu "a questão europeia".
Sobre esta temática, escreve Franco, que o jesuíta, apesar de otimista, "tem realismo suficiente para verificar as 'enormes dificuldades, dentro e fora do espaço da Grande Europa', que obstaculizam a operacionalização deste projeto" e chega mesmo "a estabelecer uma tipologia e os perfis dos oponentes ao projeto europeu".
No seu ensaio, José Eduardo Franco refere ainda "o universalismo antuniano", "a visão e o destino da Rússia", segundo os textos do jesuíta, que completa com a "anatomia piscossociológica e cultural do 'Império Russo'", e como a Rússia pode lidar com o "domínio da Europa".
Sobre Portugal, realça o historiador o "júbilo" que manifestou nas páginas da Brotéria, pela Revolução de 25 de Abril de 1974, que "abriu as portas à democracia".

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