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Marco Rodrigues apresenta-se a partir da próxima terça-feira, dia 17 de outubro, na Adega Machado, em Lisboa, “num outro formato de atuação”, depois de quatro meses de ausência desta casa de fados, fundada há 80 anos no Bairro Alto.

“A solo, entre terça-feira e sábado de cada semana, inicia às 22:30 uma atuação que pretende satisfazer os seus muitos admiradores que frequentam a Adega Machado, além dos visitantes estrangeiros que diariamente ali procuram ter uma experiência de fado ao vivo num estabelecimento de referência no cenário lisboeta do fado”, segundo comunicado da Adega Machado - https://www.adegamachado.pt/pt/.

Segundo a mesma fonte, o mais recente álbum de Marco Rodrigues, “Copo Meio Cheio”, editado em setembro, “apesar de não se encaixar por inteiro no fado, pela sua devoção inclui três temas que se inscrevem no fado tradicional e poderão ser escutados na Adega Machado, mas com outra roupagem, com letras da autoria de Luísa Sobral, Capicua e Carlão, músicos de outros quadrantes musicais”.

Marco Rodrigues - https://www.facebook.com/marcorodriguesfados/ - venceu a Grande Noite do Fado em 1999, recebeu o Prémio Revelação Amália Rodrigues em 2007, e, no ano passado, esteve nomeado para a 17.ª edição dos Grammy Latinos, na categoria de "Melhor Álbum de Música Folclórica".

Foto; DR/FMS

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Gonçalo Salgueiro apresenta no próximo sábado às 16:00, an Livraria Férin, em Lisboa, o seu novo álbum, “Mãe”, que  assinala o regresso da etiqueta discográfica Estoril aos álbuns originais, nove anos depois da morte do seu fundador, Manuel Simões - http://fmsimoes.blogs.sapo.pt/771.html -.

A temática materna é o traço de ligação dos fados, com letras de autoria do próprio Gonçalo Salgueiro, mas também com poemas de Miguel Torga, João Linhares Barbosa e João Fezas Vital, entre outros autores, interpretados em melodias originais e fados tradicionais, como o Noquinhas, de Fernando Freitas, Alberto, de Miguel Ramos, Santa Luzia, de Armando Machado, ou a Marcha, de Alfredo Marceneiro.

“A edição deste CD insere-se nos objetivos traçados por Manuel Simões para a Fundação que instituiu em 2001, designadamente o apoio aos novos valores na área do fado”, disse a presidente da FMS, Rosa Amélia Piegudo.
Gonçalo Salgueiro “é detentor de uma voz extraordinária a que alia uma capacidade interpretativa que o colocam com um dos mais seguros valores fadistas, e neste álbum torna contemporânea a temática materna, tão cantada pelo género. Canta letras suas, de outros autores contemporâneos, como Jorge Fernando, faz uma ponte a grandes autores da tradição fadista como Linhares Barbosa e Fezas Vital e, ao mesmo tempo, a autores eruditos como Miguel Torga”, disse Piegudo, afirmando que o fadista "alia bom gosto musical, a conhecimento da tradição fadista e empenho artístico".

No sábado à tarde, na Férin, na rua Nova do Almada, o fadista é acompanhado pelos músicos Sérgio Costa, na guitarra portuguesa, Ivan Cardoso, na viola, e Ricardo Anastácio, na viola baixo.

“Gravar este CD foi uma forma de exorcizar as dores de um luto, e partilhar este sentimento com outras pessoas”, disse o Gonçalo Salgueiro - http://www.goncalosalgueiro.com/.
Dos 14 fados que compõem o CD, nove têm letra de Gonçalo Salgueiro, que abre o alinhamento com “Mãe”, um poema de Miguel Torga, que gravou numa melodia de Frei Hermano da Câmara.
Salgueiro assina “Homem Triste”, “Preso em Mim”, “Vi Nossa Senhora”, “Eutanásia dos Sentidos”, “Canção Fria”, “Na Praia da Solidão”, “Materno Lume”, “Cinzas”, que gravou no Fado Santa Luzia, ao qual se referiu como o seu “fado fetiche” e “Maria que Amaste Demais”, que canta numa música original de Jorge Fernando, autor que assina a letra e música de um dso temas que também gravou “Colo de Mãe”.
“O meu trabalho é sempre altruísta, e quando tive esta perda... O sofrimento, a dor, a saudade são muito grandes, mas quando partilhei este sentimento, através das redes socais, descobri que havia muitas outras pessoas que estavam a passar pelo mesmo”, contou o fadista, acrescentando que “cantar é uma forma de exorcizar a dor" que sente.
“Este disco é como uma libertação dessa dor, e não o fiz só para mim, mas também para quem me ouve e que passou pelo mesmo”, disse.
O fadista afirmou à Lusa que gosta “da modernidade na continuidade do tradicional”. “Nunca rejeito o passado, pois não existe futuro, sem passado nem sem o presente”, disse.

Nas letras de sua autoria, a palavra “mãe” está absolutamente ausente, uma questão que foi “propositada”, explicou o fadista, que evitou "muitas das letras" que considera "um pouco derrotistas e até lamechas”.
“Acho que se pode dizer a mesma coisa por outras palavras, o sentido está todo lá, basta a pessoa estar atenta”, declarou, acrescentando: “O meu desabafo poético é todo interior, e nunca com comiseração. É sim de admiração, de devoção e de amor”.

 

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Salgueiro assina “Homem Triste”, “Preso em Mim”, “Vi Nossa Senhora”, “Eutanásia dos Sentidos”, “Canção Fria”, “Na Praia da Solidão”, “Materno Lume”, “Cinzas”, que gravou no Fado Santa Luzia e define como o seu “fado fetiche”, e “Maria que Amaste Demais”, que canta numa música original de Jorge Fernando, autor que assina a letra e música de um dos temas que também gravou “Colo de Mãe”.
O fadista foi acompanhado em estúdio pelos músicos Sandro Costa, na guitarra portuguesa, Ivan Cardoso, na viola, e Eurico Machado, na viola baixo
O fadista gravou em estúdio, "como se fosse ao vivo, sem repetições” e realçou o facto de a FMS lhe ter “respeitado totalmente” a vontade, com “toda a liberdade de criação e criativa”.

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