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A exposição “O Maravilhoso Mundo da Música Mecânica” abriu hoje dia 31 de maio, ao público, no Museu do Fado, ilustra o desenvolvimento no século XIX desta indústria na Europa, através de mecanismos que permitiam a produção automática do som.

Patente até 30 de setembro, a exposição, com curadoria de Sara Pereira, diretora do Museu do Fado, e de Luís Cangueiro, colecionador e proprietário do Museu da Música Mecânica (MMM), em Arraiados, no concelho de Palmela, “propõe uma viagem pelas sonoridades do fado nos instrumentos de música mecânica”, segundo comunicado do Museu do Fado.

No Museu do Fado a exposição apresenta “cerca de meia centena de peças do valioso acervo do MMM e permite redescobrir alguns dos mais antigos repertórios de fado do século XIX, que ecoam no universo encantado das caixas de música, pianolas, autómatos, realejos e, mais tarde, dos fonógrafos e gramofones, afinadíssimos sistemas mecânicos que permitiam a fruição da música, dispensando a execução vocal ou instrumental".

"Ao longo do itinerário descobrimos o diálogo cúmplice entre ciência e cultura, tecnologia e música”, afirma o museu.

Através destes aparelhos, cada um com um programa musical que incluía valsas, polcas, mazurcas, marchas, hinos, cânticos religiosos árias operáticas, e também fado: esta expressão “extravasara já as fronteiras do velho circuito boémio da Mouraria [em Lisboa] e conquistava audiências cada vez mais alargadas, cultivado em ambiente doméstico pela elite da aristocracia e alta burguesia desde meados do século XIX”, segundo a mesma fonte.

Diariamente serão realizadas visitas guiadas à exposição com audição das máquinas falantes.

Foto: MFado/FMS

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A biografia de Santa Maria Madalena, de Nuno de Montemor, publicada em 1930, foi reeditada pela Paulus Editora, com um prefácio do padre Gonçalo Portocarrero de Almada, que assinala a “oportunidade” da reedição.

Portocarrero de Almada refere que o S.S. o Papa João Paulo II decretou que a celebração litúrgica da Santa, a 22 de julho, passasse de “memória” a “festa”, e refere-se a Santa Maria Madalena, como “apostola dos apóstolos”.

A biografia, reeditada 88 anos após a primeira edição, intitula-se “Maria, a Pecadora. Vida de Santa, Maria Madalena”, e traça o percurso dessa mulher que acompanhou a pregação de Jesus Cristo, o homem que questionou o poder estabelecido pelo Templo de Jerusalém, até ter sido crucificado, e que testemunhou a sua ressurreição, de que deu notícia aos seus companheiros.

O sacerdote Portocarrero de Almada chama à atenção para o facto de, atualmente, os investigadores bíblicos não corroborarem a identificação de Santa Maria Madalena com outras duas eventuais personagens bíblicas, entre elas a “pecadora que ungiu e perfumou os pés” de Jesus Cristo, quando este visitou a casa do fariseu Simão, e a irmã de Lázaro e Marta, e que testemunhou a ressurreição de Lázaro, como conta a Bíblia.

A fama da tal pecadora, que não será Maria de Magdala, nem a irmã de Lázaro, originou, escreve Portocarrero, “a má fama que desde então persegue, inexoravelmente, a apóstola dos apóstolos”. Todavia, como escreveu o evangelista Lucas, dela “tinham saído sete demónios”, expulsos por Jesus Cristo, o que não abona muito em seu favor”.

Nuno de Montemor, pseudónimo do padre Joaquim Augusto Álvares de Almeida (1881-1964), adere à opinião popular de serem “os pecados da carne” aqueles pelos quais se penitencia Maria Madalena.

Portocarrero adverte que “sempre foram muito indulgentes os homens para com os pecados desta natureza”, e atesta que “pode ser mais grave a soberba e a ira”.

“Muito mais importante do que averiguar o passado, mais ou menos pecaminoso, de santa Maria Madalena, interessa a sua virtude, o seu amor a Cristo”, sublinha Portocarrero, para quem esta foi “uma grande santa, porque amou muito e foi também muito amada por Cristo, não ao jeito que certos ignaros gostam agora de romancear”, adverte.

Na opinião do jurista Joaquim Dinis da Fonseca, que assina um texto que antecipa a leitura da biografia, esta cumpre um “alto objetivo” ao “estabelecer a harmonia entre a imaginação e a fé”.

Escrever a biografia de Maria Madalena, explica-o Nuno de Montemor, no texto de abertura, corresponde ao desafio feito com um amigo de infância, “já que ninguém em Portugal a tal empresa se arriscara”, até 1930.

Quando a editou “obteve um grande sucesso”, escreve a editora Paulus, tendo sido traduzida para outras línguas europeias como o espanhol, francês, italiano e neerlandês.

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