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As obras de recuperação e valorização da Sé de Lisboa já se iniciaram, estando adjudicadas por um valor superior a quatro milhões de euros, e devem terminar no próximo ano, anunciou a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a DGPC afirma que "o projeto de recuperação e valorização" da Sé Patriarcal, que inclui a instalação de um núcleo arqueológico e a recuperação do claustro, se encontra "neste momento em fase de início de execução da empreitada", cita o DN.

"A obra foi adjudicada pelo Cabido da Sé Metropolitana de Lisboa, pelo valor de 4.106.231 euros, em 10 de janeiro, com um prazo de 450 dias, sendo a sua fiscalização garantida pela DGPC", lê-se no mesmo comunicado, em que se afirma que este projeto "tem uma candidatura aprovada a Fundos Europeus 20/20".

O projeto de obras na Sé Patriarcal surge no âmbito de um protocolo assinado a 02 de novembro pela DGPC, pelo Cabido da Sé Patriarcal e a Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do qual, o Cabido "contratou a equipa projetista chefiada pelo arquiteto Adalberto Dias".

A DGPC aponta como principais objetivos deste projeto, "a consolidação estrutural, a musealização das ruínas arqueológicas existentes no jardim do claustro, e a conservação e restauro de todo o claustro inferior", incluindo as capelas existentes e o respetivo património.

A DGPC realça que o resultado das escavações arqueológicas, realizadas na década de 1990, superou as expectativas.

 

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O monumento, localizado numa das atuais entradas do bairro de Alfama, encontra-se numa "área central das diferentes cidades que se implantaram na colina do Castelo, a cidade romana, a islâmica e a medieval".

"A presença de várias estruturas de carácter único, no cômputo geral dos conhecimentos atuais das cidades romana e islâmica, permitiram uma leitura do espaço, assim como do próprio monumento", afirma a DGPC, referindo que se preserva ainda naquele espaço o lajeado da rua romana, "Olisipo Felicitas Iulia", construída na primeira metade do século I da nossa Era.

Este lajeado visível tem uma extensão de 17,5 metros, "sendo também visível todo o sistema de infraestruturas e de lojas que a ladeavam, e de parte de uma casa".

Outro elemento único que destaca a DGPC é o edifício público islâmico que se estende a toda a largura do claustro e que preserva um compartimento com cobertura em abóbada e paredes rebocadas em bandas brancas e vermelhas, atingindo, nalguns casos, os três metros de altura.

A "Carta do Cruzado Osberno", documento de um dos militares que participou no cerco de Lisboa, em 1147, liderado pelo Rei D. Afonso Henriques, localiza a mesquita muçulmana neste local, "podendo, eventualmente, este edifício fazer parte das [suas] dependências".

A DGPC, realçando o valor arqueológico da área, recorda que, "ao longo dos tempos, a ocupação do espaço foi condicionada pela topografia da colina, desenvolvendo-se a implantação dos edifícios em duas plataformas, com áreas de caráter público e privado".

Um estudo do espaço faz remontar à Idade do Ferro, nos século VII/VI antes de Cristo, as primeiras ocupações neste local, até à construção do claustro, entre os finais do século XIII e inícios do seguinte, o que permite "registar como se sobrepuseram as diferentes cidades e como se reutilizaram ou abandonaram estruturas e infraestruturas".

"A construção do claustro veio alterar toda a topografia do espaço", afirma a DGPC, que não tem dúvidas: "As ruínas arqueológicas postas a descoberto no claustro da Sé são um caso exemplar".

Fotos; CML/DR

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