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Fado ao Centro atua na Holanda

por FMSimoes, em 23.02.18

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O fado de Coimbra “desperta, cada vez mais, um maior interesse nas plateias europeias”, afirmou o músico João Farinha, do grupo Fado ao Centro, que inicia hoje uma minidigressão pela Holanda, cita o DN.

Em declarações à agência Lusa, João Farinha afirmou que, nesta minidigressão por três palcos neerlandeses, o grupo vai antecipar o seu próximo álbum “Sim”, que será editado em maio.

“Tem havido alguma regularidade nas nossas atuações na Holanda, desde 2012, na sequência do projeto Fado ao Centro, e da nossa casa de fados em Coimbra, no Quebra-Costas. É muito visitada por turistas e tem motivado vários convites, nomeadamente da Holanda”, afirmou o músico, acrescentando que o grupo “tem tido sucesso e são cada vez mais os holandeses a ouvir fado de Coimbra”.

Além da Holanda, onde atuam de hoje até domingo, o grupo também irá à Alemanha, em abril, onde tem já agendado concertos e onde "também tem aumentado o interesse” do público pela canção de Coimbra. Esta será a quinta vez que o grupo vai atuar na Alemanha.

O músico referiu que o público neerlandês “gosta de facto de fado de Coimbra e interessa-se pela música portuguesa em geral”.

Hoje o grupo Fado ao Centro atua na capela de Santa Catarina, em Harderwijk, a cerca de 70 quilómetros de Amesterdão, onde toca no sábado, na igreja de Amstel. Por fim, no domingo à tarde, apresenta-se na igreja de Op Hodenpijl, em Schipluiden.

O grupo Fado ao Centro é constituído por João Farinha (voz), Luís Barroso, na guitarra portuguesa, e Luís Carlos Santos, na viola.

Referindo-se ao próximo álbum, “Sim”, que o Fado ao Centro antecipa nestes três espetáculos, João Farinha adiantou à Lusa que será constituído por 14 temas, dois deles “clássicos” - a “Balada da Despedida do 5.º ano jurídico”, com um novo arranjo, e o fado Corrido, com uma nova letra de autoria do José Rebola, dos Anaquim. Os restantes 12 são assinados por João Farinha, ou pelo músico em parceria.

Foto: DR/FMS

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B2, B4 - Orquestra_Gulbenkian_2009.JPG

 

A peça “Off-balance”, do compositor português Luís Antunes Pena, é apresentada pela primeira vez ao público no próximo dia 23, às 21:00, em Lisboa, pela Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo maestro Pedro Neves.

O programa da Orquestra Gulbenkian inclui ainda as estreias em salas nacionais das peças “Become Ocean”, do norte-americano John Luther Adams, e “Museu das Coisas Inúteis”, do brasileiro Celso Loureiro Chaves.

O concerto, no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), realiza-se no âmbito da parceria “SP-LX”, firmada entre a fundação e a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo (OSESP), que prevê a encomenda de novas obras a compositores portugueses e brasileiros, com estreias alternadas entre Lisboa e São Paulo, no Brasil.

“Off-Balance” é uma encomenda da FCG ao compositor Luís Antunes Pena, de 44 anos, que se licenciou em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, com António Pinho Vargas, e, posteriormente, prosseguiu os estudos na Folkwang-Hochschule, em Essen, na Alemanha, onde estudou composição instrumental com Nicolaus A. Huber e música eletrónica com Dirk Reith.

O compositor dedica esta peça “a dois dos mais reconhecidos percussionistas nacionais”, Rui Sul Gomes e Nuno Aroso, que serão solistas nesta noite, assinala a FCG.

Segundo a FCG, o compositor descreve a sua obra “como um estudo do ‘desequilíbrio’ entre o humano e o mecânico, o digital e o analógico, o abstrato e o empírico ou ainda entre o discurso e a realidade, a opinião e o facto”.

O concerto para violino “Museu das Coisas Inúteis”, de Celso Loureiro Chaves, peça encomendada pela orquestra brasileira, estreia-se nesta noite em salas nacionais, sendo solista o violinista brasileiro Luíz Filíp, atualmente músico da Orquestra Filarmónica de Berlim.

A peça é descrita por Celso Loureiro Chaves como “’meditativa’, sendo composta por cinco movimentos ’que podem ser entendidos como peças autónomas’, mas estas ‘estão ligadas umas às outras por solos de clarinete que são como portas entre as salas de um museu’”, segundo a FCG.

Loureiro Chaves, citado pela Gulbenkian, destaca o facto de a obra ser construída por “diálogos que o violino solista estabelece com os diferentes grupos instrumentais, como se os estivesse a visitar. É sempre o violino que convida os grupos da orquestra a soar e meditar. Nessas meditações, quatro cidades são homenageadas: Lisboa, Porto Alegre, Manaus e Montevidéu”.

O título da obra inspira-se no ensaio “A utilidade do inútil”, do filósofo italiano Nuccio Ordine, que desenvolve o conceito da utilidade das coisas e dos saberes, desvinculados da ideia de lucro, defendendo que “um museu é um tesouro que a coletividade deve preservar ciosamente, a todo custo”.

Neste sentido, o compositor brasileiro, segundo a FCG, “assume a intenção de, com a sua peça, ‘criar um espaço para a reflexão, no qual a música apareça como um dos tesouros nas nossas coletividades’”.

A peça “Become Ocean”, de John Luther Adams, dá título ao concerto e é também escutada em estreia nacional.

“Become Ocean” estreou-se em junho de 2013, no Benaroya Hall, em Seattle, tendo arrecadado, em 2014, o Prémio Pulitzer de Música e, em 2015, o Grammy para a Melhor Composição de Música Contemporânea.

Segundo nota da FCG, o título da obra, com apenas um andamento, foi retirado de um poema que John Cage dedicou ao compositor Lou Harrison, que John Luther Adams considera como um seu mentor.

“’Become Ocean’ é uma peça que se inspira nos oceanos do Alasca e da zona noroeste do Pacífico”, afirma a FCG, acrescentando que segundo o compositor, a peça reflete o destino da humanidade.

No dia 23 de fevereiro, às 20:00, uma hora antes do concerto, na zona de congressos da FCG, o compositor Sérgio Azevedo falará sobre a obra de John Luther Adams e de Luís Antunes Pena.

No âmbito da parceria "SP-LX" será apresentado, em estreia absoluta, o Concerto para Piano, de Vasco Mendonça, no próximo dia 15 de junho, também pela Orquestra Gulbenkian.

Foto: FCG

 

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