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O novo CD de Gonçalo Salgueiro, “Mãe”, é apresentado no dia 14 de outubro, em Lisboa, e assinala o regresso da etiqueta discográfica Estoril, aos álbuns originais, nove anos depois da morte do seu fundador, Manuel Simões.

A temática materna é o traço de ligação dos fados, com letras de autoria do próprio Gonçalo Salgueiro, mas também com poemas de Miguel Torga, João Linhares Barbosa e João Fezas Vital, entre outros autores, interpretados em melodias originais e fados tradicionais, como o Noquinhas, de Fernando Freitas, Alberto, de Miguel Ramos, Santa Luzia, de Armando Machado, ou a Marcha, de Alfredo Marceneiro.
“Gravar este CD foi uma forma de exorcizar as dores de um luto, e partilhar este sentimento com outras pessoas”, disse o fadista.
Dos 14 fados que compõem o CD, nove têm letra de Gonçalo Salgueiro, que abre o alinhamento com “Mãe”, um poema de Miguel Torga, que gravou numa melodia de Frei Hermano da Câmara.
Salgueiro assina “Homem Triste”, “Preso em Mim”, “Vi Nossa Senhora”, “Eutanásia dos Sentidos”, “Canção Fria”, “Na Praia da Solidão”, “Materno Lume”, “Cinzas”, que gravou no Fado Santa Luzia, ao qual se referiu como o seu “fado fetiche” e “Maria que Amaste Demais”, que canta numa música original de Jorge Fernando, autor que assina a letra e música de um dso temas que também gravou “Colo de Mãe”.
“O meu trabalho é sempre altruísta, e quando tive esta perda... O sofrimento, a dor, a saudade são muito grandes, mas quando partilhei este sentimento, através das redes socais, descobri que havia muitas outras pessoas que estavam a passar pelo mesmo”, contou o fadista, acrescentando que “cantar é uma forma de exorcizar a dor" que sente.
“Este disco é como uma libertação dessa dor, e não o fiz só para mim, mas também para quem me ouve e que passou pelo mesmo”, disse.
O fadista, por seu turno, afirmou à Lusa que gosta “da modernidade na continuidade do tradicional”. “Nunca rejeito o passado, pois não existe futuro, sem passado nem sem o presente”, disse.

Nas letras de sua autoria, a palavra “mãe” está absolutamente ausente, uma questão que foi “propositada”, explicou o fadista, que evitou "muitas das letras" que considera "um pouco derrotistas e até lamechas”.
“Acho que se pode dizer a mesma coisa por outras palavras, o sentido está todo lá, basta a pessoa estar atenta”, declarou, acrescentando: “O meu desabafo poético é todo interior, e nunca com comiseração. É sim de admiração, de devoção e de amor”.
Salgueiro assina “Homem Triste”, “Preso em Mim”, “Vi Nossa Senhora”, “Eutanásia dos Sentidos”, “Canção Fria”, “Na Praia da Solidão”, “Materno Lume”, “Cinzas”, que gravou no Fado Santa Luzia e define como o seu “fado fetiche”, e “Maria que Amaste Demais”, que canta numa música original de Jorge Fernando, autor que assina a letra e música de um dos temas que também gravou “Colo de Mãe”.
O fadista foi acompanhado em estúdio pelos músicos Sandro Costa, na guitarra portuguesa, Ivan Cardoso, na viola, e Eurico Machado, na viola baixo.
O fadista gravou em estúdio, "como se fosse ao vivo, sem repetições” e realçou o facto de a FMS lhe ter “respeitado totalmente” a vontade, com “toda a liberdade de criação e criativa”.

“A edição deste CD insere-se nos objetivos traçados por Manuel Simões para a Fundação que instituiu em 2001, designadamente o apoio aos novos valores na área do fado”, disse a presidente da FMS, Rosa Amélia Piegudo.
Gonçalo Salgueiro “é detentor de uma voz extraordinária a que alia uma capacidade interpretativa que o colocam com um dos mais seguros valores fadistas, e neste álbum torna contemporânea a temática materna, tão cantada pelo género. Canta letras suas, de outros autores contemporâneos, como Jorge Fernando, faz uma ponte a grandes autores da tradição fadista como Linhares Barbosa e Fezas Vital e, ao mesmo tempo, a autores eruditos como Miguel Torga”, disse Piegudo, afirmando que o fadiosta "alia bom gosto musical, a conhecimento da tradição fadista e empenho artístico".
Gonçalo Salgueiro apresenta o CD “Mãe” no dia 14 de outubro, pelas 16:00, na Livraria Ferin, em Lisboa.

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O ex-Presidente do Conselho de Ministros Marcello Caetano (1906-1980) foi “um político honrado, patriota, esforçado, competente [e] também injustiçado”, defende Joaquim Silva Pinto, no seu livro “De Marcelo a Marcelo. Caminho de Pedras Soltas”.
Sobre a obra, editada pela Gradiva, afirma Joaquim Silva Pinto que, parte do Governo de Marcello Caetano (1968-1974), do qual fez parte, “até ao contexto atual da vida portuguesa, onde se distingue outro Marcelo” [Rebelo de Sousa], atual Presidente da República.
O autor faz, aliás, referência à sua experiência governativa como fonte da obra. No prefácio esclarece: “Os relatos sobre a personalidade de Duarte Pacheco, o relevo comparativo do Ministério das Obras Públicas com outros departamentos do Estado e as atitudes de Américo Tomás e Salazar são reprodução rigorosa do que se apurou quando do exercício como subsecretário naquele ministério”.
A atual obra “encerra a referência à fase mais prolongada da vida do autor”, que “pela confiança de Marcello [Caetano]”, “aos 33 anos, entrou para o executivo, conhecendo de 1968 a 1974 as aspirações, realizações e frustrações próprias de quem experimenta os desafios da governação”.
Joaquim Silva Pinto já editou outras obras sobre o período final do Governo de Oliveira Salazar e do seu sucessor, Marcello Caetano, designadamente “Do Pântano Não se Sai a Nado. Meias Verdades nos Consulados de Salazar e Caetano, no Contexto da Revolução de Abril e na Progressiva Consolidação Democrática” e “Portugal Desalento e Esperança”, nas quais refere também várias personalidades com as quais lidou diretamente.
Neste novo livro, a experiência pessoal volta a ser um fator determinante na escrita de Silva Pinto, que adverte que relativamente a alguns capítulos, como “Preconceitos Vencidos”, “ter-se-á ficado pelos 90% de veracidade, porque as funções da personagem central só vieram a ser exercidas pelo autor após o regresso a Portugal na década de 1980”.
Segundo o autor, “não será difícil distinguir o que envolve informação do voluntarismo opinativo, neste caso, por definição subjetivo e discutível” e acrescenta que “não se foge ao estilo polémico, roçando o provocatório”.
A obra “começa se pela dedicatória em defesa da memória do impecável Veiga Simão [ministro da Educação de 1970 a 1974], vexado pelo egoísmo defensivo do primeiro ministro de então”.
“Continua-se com o choque relatado na ‘Diáspora’ entre conservadores/reacionários e gorados reformistas acusando-se mutuamente pelo surto revolucionário que agora a todos fazia padecer”, afirma o autor referindo-se à revolução de 25 de Abril de 1974, que colocou fim a 41 anos de Estado Novo e a 48 de política autoritária, iniciada com o golpe militar de 28 de maio de 1926.
Silva Pinto, relatando o que viu e o que investigou, não deixa de recorrer à ficção nesta obra, como o recurso ao “fictício bispo de Bolonha, a fazer lembrar a maneira de ser e de estar, de quem todos perceberão mover-se nas entrelinhas”, esclarece, acrescentando que “sempre que o testemunho assenta em factos reais, escreve-se na primeira pessoa do singular”.
Joaquim Silva Pinto, de 81 anos, segundo nota biográfica da editora, fez parte dos “governos de Marcello Caetano dos 33 aos 39 anos, numa preocupação renovadora. Foi próximo de Melo e Castro e Pinto Leite e em 1975, passou a viver em Madrid, começando como empregado e evoluindo com sucesso nos meios empresarial e associativo”.
Depois de regressar a Portugal em 1981, fez parte do Movimento de Apoio de Soares a Presidente e “voltou à política ativa durante cinco anos, sendo deputado à Assembleia da República e líder de bancada na Câmara Municipal de Oeiras, veio a afastar-se do PS em oposição frontal a Sócrates”, e, atualmente, “prossegue a sua atividade empresarial como administrador nas áreas financeira e comercial”.

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