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Gonçalo Salgueiro atua no próximo sábado, dia 24 de junho, no Bernhard Theater, em Zurique, num concerto que tem a cantora Elena Mosuc como convidada especial, e no qual vai apresentar o seu mais recente álbum, "Sombras e Fado".

“Vai ser uma noite de fado”, disse Gonçalo Salgueiro, adiantando que irá apresentar temas do seu álbum “Sombras e Fado”, editado em março último, com a participação especial da soprano romena Elena Mosuc.
O CD inclui sete temas, cujas letras assina, e recria fados dos repertórios de Amália Rodrigues (1920-1999), designadamente “Amor de Mel, Amor de Fel”, "Boca Encarnada (Joaquina)", “Naufrágio” e “Povo que Lavas no Rio”, de Beatriz da Conceição (1939-2015), “Quem, Mora Naquela Rua”, de António Mourão (1935-2013), “Trigueirinha”, de Fernanda Maria, “Penso Sempre em Ti” e, de Maria da Fé, “Noite Cerrada”.
Gonçalo Salgueiro defende a “verdade” no seu trabalho, pois não canta nada que não sinta ou não saiba o que é, afirmou em entrevista à agência Lusa, cita o DN.
Esta é a quarta vez que o fadista sobe ao palco do Bernhard Theater, tendo convidado Elena Mosuc, ao lado da qual se estreou na Roménia, em abril de 2014, numa digressão de apresentação do espetáculo “OperFado”.
Em fevereiro último, quando a soprano romena se estreou no Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa, Elena Mosuc destacou à Lusa “as excecionais qualidades vocais de Gonçalo Salgueiro”.
Gonçalo [Salgueiro] tem uma voz de tenor, muito equilibrada e de uma qualidade rara. O fado dele reflete ópera, e é elegante”, referiu.
A soprano que vai interpretar um fado em Zurique, além de cantar em dueto com Gonçalo Salgueiro, realçou na ocasião “o paralelismo dramático e emocional, que existe entre o fado e as árias operáticas”.
Em novembro, a soprano atua com Gonçalo Salgueiro no grande auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

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Junta Freguesia São Francisco da Serra - Poster F

 

António Chainho apresenta-se na próxima sexta-feira, em S. Francisco da Serra, em Santiago do Cacém, num espetáculo organizado por si, que conta, entre outros, com Rão Kyao, cuja receita reverte para o Centro de Dia local.

"Trata-se de uma iniciativa solidária com uma estrutura que luta com dificuldades e é essencial no apoio aos mais velhos numa freguesia cada vez mais envelhecida", disse António Chainho, que é natural de S. Francisco da Serra.

Além do guitarrista e de Rão Kyao, dois músicos que têm tido projetos conjuntos como "Pão, Azeite e Vinho", no espetáculo participam também o guitarrista António Parreira, autor de "O Livro dos Fados - 180 Fados Tradicionais em Partituras", Isabel de Noronha, Ilda Maria, Carlos Silva, Tónia Zé, os alunos da Escola de Guitarra Portuguesa António Chainho, em Santiago do Cacém, e ainda, Eduardo Serrão, Fernanda Espada, Carla Chainho e Teresa Gomes.

O espetáculo realiza-se no largo central da freguesia baixo-alentejana, a partir das 21:30.

António Chainho iniciou a carreia no meio fadista, terminado o serviço militar obrigatório, durante o qual deu a conhecer os seus dotes musicais, numa digressão pelo território de Moçambique.
"Vim da minha aldeia, S. Francisco da Serra [no concelho de Santiago do Cacém, Beja], para Lisboa, em finais do ano de 1965, para tocar no restaurante típico A Severa, no Bairro Alto [em Lisboa]", recordou à Lusa o músico, que assinala esta data como o início da sua carreira artística.
Anteriormente, tinha tocado no café de seu pai, datando de 1960 o seu primeiro contacto com o meio fadista, numa taberna na praça do Chile, em Lisboa, quando se apresentou ao serviço militar na capital, para o qual entrou em 1961.
Apontado como "um dos virtuosos da guitarra portuguesa" pela "Enciclopédia da Música em Portugal no século XX", António Chainho acompanhou os mais diversos fadistas, destacando-se Carlos do Carmo, ao lado do qual esteve "durante mais de 20 anos", mas também José Afonso, Rão Kyao, Gal Costa, Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Saky Kubota, Hideco Tchokyba, Paco de Lucia e John Williams, e gravou um disco com a The London Philarmonic Orchestra.
Entre a sua discografia destacam-se “A guitarra e outras mulheres”, em que colaboraram, entre outras, Teresa Salgueiro e Nina Miranda, “Entre amigos”, com Camané, Ney Matogrosso e Fernando Alvim, entre outros, “Guitarra portuguesa”, “Ao vivo no CCB”, com Marta Dias, e “LisGoa”, que contou com a participação de Natasha Lewis, Sonia Shirsat e Remo Fernandes, quer antecedeu “Cumplicidades”.
Este álbum, constituído por 18 temas, conta ainda com as participações de Paulo de Carvalho, Fernando Ribeiro, Hélder Moutinho, Pedro Abrunhosa, Paulo Flores, Filipa Pais, Ana Vieira e a brasileira Vanessa da Mata.
“Sinceramente nunca pensei que tivesse todos estes artistas, e com a facilidade que foi, o terem aceitado, e muitos deles frisando que era uma honra, que conheciam o meu trabalho - a gente nunca tem essa ideia de que os outros conhecem o nosso trabalho”, afirmou o músico que se afirmou “muito contente” com o resultado final.
“A guitarra portuguesa era apenas vista como um instrumento ligado ao fado, e havia que a levar a respirar outras sonoridades, e é o que tem acontecido e fico muito contente. Claro que o fado é indissociável da guitarra portuguesa, não é fado sem ela, mas há outras possibilidades, e atualmente há muita gente nova a tocar bem, a experimentar, o que é importante para o crescimento do instrumento”, disse.
“Uma das coisas que atualmente me deixa feliz é existirem escolas de guitarra portuguesa, pelas quais me bati há 20 anos”, realçou.
Referindo-se à sua criação musical, o músico afirmou que reflete “mestiçagens, fruto dos contactos com as músicas do mundo”.
“Tenho procurado traçar novos caminhos para guitarra portuguesa, e a minha música reflete as muitas viagens que fiz, os músicos com quem contactei e com quem trabalhei, procura o respirar as músicas do mundo”, rematou.

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