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 Museu Nacional do Teatro e da Dança, no Lumiar, em Lisboa.

O espólio do ator Carlos Santos (1871-1948), que inclui 2.289 títulos, alguns manuscritos, várias peças, e um projeto de cenário de Luigi Manini, já está disponível no Museu Nacional do Teatro e da Dança, ao Paço do Lumiar, em Lisboa. 

“O espólio foi doado, por testamento, como 'legado pio', isto é, o ator deixou expressa a vontade de que fosse entregue a uma instituição que promovesse a memória do teatro e, apesar de ter morrido há 68 anos, permaneceu em boas condições na posse da família, que contactou o museu em 2012. Recebemos o espólio, que está finalmente tratado e digitalizado”, disse hoje à agência Lusa o diretor do museu, José Carlos Alvarez.
O responsável realçou a importância da biblioteca, “em português e francês e com originais” do ator, num total de 2.289 títulos, por esta “ser um bom exemplo de como era constituída uma biblioteca no século XIX, já que a sua criação remonta ao pai de Carlos Santos, o também ator José Carlos Santos [1833-1876]”, a quem o dramaturgo e escritor Francisco Gomes Amorim apelidou “Pitorra”. O espólio de títulos da biblioteca do ator encontra-se agora disponível em http://bibliotecas.patrimoniocultural.pt/Opac/Pages/Search/AdvancedSearch.aspx

Carlos Santos era filho dos atores José Carlos Santos, que também foi professor no Conservatório e que se estreou no Teatro Nacional D. Maria II, em 1851, em “Ghigi”, de Gomes de Amorim, e da atriz Amélia Vieira, que fez sucesso em S. Paulo, no Brasil, na década de 1890.
Da coleção atualmente exposta no Museu Nacional do Teatro e da Dança, instalado no Paço do Lumiar, incluem-se algumas peças do espólio do ator, que, em 1934, encenou “O Menino Virtuoso”, de Georges Feydeau, no demolido Teatro Avenida, em Lisboa.

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Museu Nacional do Teatro e da Dança.

 

 

José Carlos Alvarez realçou uma peça de Bordallo Pinheiro e dois retratos do ator, pintados por Thomaz de Melo e outro por Leal da Câmara, além de um assinalável conjunto de fotografias, várias peças de teatro anotadas pelo punho de Carlos Santos, que também foi professor do Conservatório Nacional, encenador e empresário de teatro.

“Um acervo de grande valor para a história do teatro”, sublinhou à José Carlos Alvarez, que adiantou estar o museu a projetar realizar atividades em torno deste acervo.
O ator Carlos Santos, além dos palcos nacionais, apresentou-se também no Brasil, destino frequente das companhias portuguesas até meados da década de 1950, tendo, entre outros, feito parte do elenco do drama “Ao Telefone”.

Fotos: DGPC/FMS

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