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As obras de requalificação do Jardim de Malta no Palácio de Queluz devem estar concluídas em dezembro, anunciou a empresa Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), que tutela este monumento nacional.

Estas obras de “requalificação” e “reconstituição” que devolverão ao Jardim de alta “o traçado setecentista e o caráter lúdico e interpretativo original”, representa um investimento de 500 mil euros.

A intervenção já em curso, levou à remoção dos quatro ciprestes plantados no Jardim de Malta nos anos 1940, segundo fonte da PSML, referindo que foi feita uma longa investigação, “que permitiu levantar a documentação histórica sobre a construção e evolução do jardim e sobre as regras definidas pelos Tratados de Jardinagem do século XVIII para os ‘parterres’”.

Este é um jardim de estilo formal, “em parterre (superfície plana) de buxo, composto por desenho geométrico ou em ‘broderie’, como se fosse um bordado ou um tapete, e pensado para ser apreciado como uma peça de arte”.

Isto é, “as linhas e os ornamentos de buxo foram talhados a um nível baixo e o jardim tinha vários degraus para permitir um ponto de observação mais elevado”, explicou a mesma fonte, segundo a qual, “as peças de água, as balaustradas e a estatuária, esculpida em pedra e em chumbo, completavam o traçado do jardim, que evoca a alegria pueril”.

Segundo a PSML o jardim apresenta uma “degradação da estrutura verde, já que o buxo cresceu demasiado, sendo hoje impossível conformá-lo ao tamanho adequado”, e “um estudo fitossanitário realizado pelo Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, revelou a existência de pragas e doenças, como o míldio do buxo, um fungo para o qual não existe cura e que tem dizimado os jardins de buxo por toda a Europa, obrigando ao levantamento integral dos parterres e à substituição do buxo por outras espécies com comportamento semelhante, nomeadamente murta, como vai acontecer em Queluz”

“Um outro estudo efetuado pelo Laboratório de Dendrocronologia da Universidade de Coimbra demonstrou também que a grande maioria do buxo é jovem (idade inferior a 50 anos), havendo alguns exemplares notáveis”.

Este estudo levou a PSML a proceder ao transplante do buxo jovem para “recuperação da topiária” noutras zonas dos jardins do palácio, e “os exemplares antigos e notáveis serão transplantados para os talhões do bosquete onde poderão crescer naturalmente”.

No âmbito da intervenção em curso, prevê-se o restauro e conservação da estatuária, das balaustradas, do lago central, dos degraus e cantarias, bem como o restauro e regresso ao jardim dos quatro lagos angulares, retirado numa intervenção em 1938/39, e dos respetivos grupos escultórios. 

Proceder-se-á também a escavações arqueológicas à reconstituição do efeito cénico e dinâmico das peças de água do jardim, à execução de novas infraestruturas hidráulicas e de energia e à execução de pavimentos, disse a mesma fonte.

O jardim foi construído entre 1758 e 1765, terá sido projetado por Jean Baptiste Robillion 1704-1782, e encontra-se “no ângulo da fachada interior do Palácio, entre a sala do trono, a da música e a ala dos aposentos da Princesa D. Maria Francisca Benedita”.

O jardim “segue os preceitos de composição dos jardins formais setecentistas, refletindo os valores de ordem, clareza, proporção e harmonia” e é “uma peça fundamental para a leitura integrada dos jardins do Palácio Queluz, antiga residência régia.

Com a ida da Família Real para o Brasil, em 1807, no contexto das invasões francesas, e, mais tarde, com a guerra civil que de 1828 a 1834 opôs os irmãos D. Miguel (Absolutista) e D. Pedro (Liberal), “as propriedades reais foram votadas a um longo período de abandono e incerteza e só no final do século XIX há notícias consistentes de permanência e usufruto de Queluz através das obras de conservação levadas a cabo pelo Rei D. Carlos, que converteu o jardim ao gosto da época, o Romantismo, tendo.se introduzido palmeiras e outras plantas exóticas, conferindo ao jardim um registo naturalista”.

No século XX registaram-se várias intervenções, em 1918, colocaram-se quatro estátuas provenientes do Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, que irão ser mantidas após esta intervenção, e, por volta de 1938/39, no decorrer de uma campanha de obras realizada pela então direção-geral dos Edifícios e Monumentos, removeram-se os quatro lagos angulares ali existentes”.

Segundo a mesma fonte “a arte de talhar e confinar as árvores e os arbustos a formas específicas, não foi executada com a rotina e rigor necessários e o buxo, bem como outras espécies ali plantadas, murta e azereiros, foram crescendo de forma natural, o que levou à perda do formalismo original”.

 Foto Wilson Pereira/PSML/FMS

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Salao_Nobre_Pena_creditos_PSML-AngeloHornak(2014).

O ciclo “Serões no Palácio da Pena”, em Sintra, que terminou no passado sábado, contou 441 espetadores nos quatro recitais realizados, disse à agência Lusa fonte da Parques de Sintra-Monte da Lusa, empresa de capitais públicos que organiza o certame.

“Este é um ciclo em que a lotação se esgota facilmente, dado o grande interesse e a exiguidade do espaço onde acontece, o salão nobre do Palácio da Pena”, antiga residência de veraneio da Família Real portuguesa.

“Relativamente ao ano passado, em que se contabilizou 414 espetadores nos quatro recitais, registámos um pequeno aumento, porque disponibilizámos algumas cadeiras, dado o conhecido interesse do público por este ciclo, sem pôr em causa as condições de segurança das peças, e o respeito pelo espaço musealizado, atualmente”, disse a mesma fonte.

Além do pianista João Paulo Santos, a programação contou, entre outros, com as atuações da soprano canadiana Siphiwe McKenzie e do barítono alemão Christian Hilz, que se estrearam em Portugal, para além do pianista Vasco Dantas, e aprsentou em estreia moderna peça de Alfredo Keil.

Fotos: PSNL/FMS

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