Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




capa_eventos.jpg

 

A obra “Armando Neves – Um Vulto Esquecido do Fado”, com organização e notas do investigador Daniel Gouveia, visa resgatar do esquecimento um poeta essencialmente fadista, autor, entre outros, de “A Freira” e “Cruz de Guerra”.

Na introdução, Daniel Gouveia afirma que o livro, agora publicado com a chancela do Museu do Fado, procura prestar “o devido reconhecimento [de um autor que] está hoje praticamente esquecido”.
“Este livro é a tentativa de o resgatar de tão injusto olvido, publicando-lhe a biografia e parte da obra, aquela que dedicou ao fado”, refere o autor.
O musicólogo Rui Vieira Nery, por seu turno, sentencia no prefácio que Armando Neves (1899-1944) foi um poeta principalíssimo do fado.

Vieira Nery dá conta “do fascínio” com que revisita sempre “a escrita deste poeta quintessencialmente fadista". “E de cada vez mais constato a mestria da forma com que joga com os ritmos da palavra, o seu talento de narrador, a sua capacidade de sugestão emocional, a elegância de uma escrita que sabe ser assumidamente popular sem nunca ser vulgar”.
Quanto a esta obra Vieira Nery afirma que é um “contributo precioso de Daniel Gouveia para a bibliografia histórica do fado”.
“A documentação agora compilada, os testemunhos críticos reunidos e sobretudo os versos publicados neste volume falam por si quanto ao papel decisivo de Armando Neves como um dos arquitetos da etapa de construção daquilo a que, por analogia com a terminologia consagrada na música popular urbana norte-americana, poderíamos chamar o Grande Cancioneiro do Fado”, escreve Vieira Nery.
O musicólogo realça a “riqueza” e a “relevância” da poesia de Armando Neves no repertório fadista, autor, entre outros d'“O Marceneiro” e “A minha freguesia”, escritos para Alfredo Marceneiro.

 

"Cruz de Guerra" (Armando Neves/Miguel Ramos)

 

A obra, que é apresentada na sexta-feira no Museu do Fado, numa sessão em que Julieta Estrela e o autor interpretarão temas de autoria de Armando Neves, partiu do trabalho de sistematização encetado pelo filho do poeta, Álvaro Neves, aos 14 anos.
Álvaro Neves, atualmente com 75 anos, “datilografou e arquivou, andando praticamente de porta em porta a recolher material disperso, salvando assim um património inestimável, já que a maioria dos originais se perdeu ou danificou irremediavelmente”, conta Daniel Gouveia.
Um esforço de preservação em que foi acompanhado pelos dois irmãos, Gabriel e Maria Teresa, atualmente octogenários, e por um neto, Fernando Neves Barata, que “deu o impulso final para esta edição”.
O citado espólio, sobre o qual a família teve sempre a esperança de uma futura publicação, “só no que ao fado diz respeito é constituído por sete volumosas pastas de arquivo, contendo folhas dactilografadas, fotocópias, recortes de jornais e fotografias".
Além de autor de poemas, maioritariamente para fado, “saliente-se que a obra de Armando Neves é muito mais vasta, desejando-se que, num futuro próximo, se possa editar a restante, nas facetas teatral, radiofónica, jornalística, crítica e poética”, escreve Daniel Gouveia, dando conta que “alguém, num jornal, chegou a compará-lo a Eça de Queirós, após publicação de alguns escritos em prosa, intitulados ‘Farpas’ e ‘A Canalha’”.
O espólio do poeta encontra-se, por vontade da família, à guarda da Torre do Tombo, em Lisboa, e, em novembro de 2004, no Museu do Fado, a obra poética de Armando Neves foi evocada pela realizadora de rádio Arlete Pereira (1941-2014), no ciclo “Alma dos Poetas”, organizado pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.
Para Daniel Gouveia, “seria imperdoável esquecer uma personalidade tão multifacetada e de tão grande talento - genialidade, até - como Armando Neves”.

Vídeo: Youtube

Autoria e outros dados (tags, etc)

Autores recorreram mais à SPA em 2016

por FMSimoes, em 28.01.17

SPAutores.jpg

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) anunciou que “cada vez mais autores recorrem à SPA para proteger as suas obras”, e que, no ano passado, foram recuperados mais de 500 mil euros em créditos existentes.

“O total de contratos e adendas registados no ano de 2016 obteve um visível crescimento face a 2015, tendo aumentado de 612 para 633 contratos registados, os quais abrangem todas as áreas da criação intelectual”, lê-se no comunicado.
“Cada vez mais autores recorrem à SPA para proteger as suas obras”, beneficiando “das vantagens oferecidas pela cooperativa”, lê-se no mesmo texto.
No documento, a SPA revela que o seu “departamento Jurídico recuperou e cobrou um total de 597.403,72 euros relativos a créditos existentes”.
Na área jurídica, a SPA informa que cresceu o número de processos em curso, “evidenciando o mesmo acréscimo de atividade, e o registo de penhoras manteve a tendência, antes verificada, de descida gradual, tendo o número destes processos diminuído de 1.180, em 2015, para 1.156, no ano passado”.
A SPA recorda que, através da sua ação junto do anterior Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, os autores deixaram de poder ser “penhorados na totalidade dos seus créditos, passando a receber, em qualquer caso, a justa parte da sua remuneração sujeita a penhora”.
A cooperativa de autores destaca ainda que “alargou a intervenção judicial”, tendo obtido “importantes ganhos de causa em decisões relevantes, nomeadamente a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, que clarificou definitivamente a situação de cobrança dos direitos nos espaços públicos e estabelecimentos comerciais”.
Esta decisão, reconhece a SPA, contribuiu “para o aumento de receitas da cooperativa”, sem adiantar números concretos.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pág. 1/13



Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter