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Luísa Rocha apresenta o seu mais recente álbum, “Fado Veneno”, no próximo sábado, em Oviedo, no norte de Espanha, no Teatro Filarmónica, no âmbito do VII Ciclo Noites de Fado, “Divas”.

“O alinhamento do concerto será dividido em três momentos distintos, como aliás, tenho vindo a fazer. Chego ao meu presente mostrando um pouco do meu percurso, e, num primeiro momento, irei interpretar temas das minhas maiores referências, nomeadamente Amália Rodrigues, Beatriz da Conceição, Fernanda Maria, Maria José da Guia, Maria Amélia Proença, Carlos Zel ou António Rocha, prestando-lhes assim a minha humilde homenagem, num segundo momento canto temas do primeiro disco ‘Uma Noite de Amor’ e, para finalizar, os temas de ‘Fado Veneno’”, disse a fadista à Lusa, cita o BeiraNews.
O álbum “Fado Veneno”, produzido pelo músico Carlos Manuel Proença, foi elogiado pela BBC Radio3, que considerou a voz de Luísa Rocha “inebriante e sedutora”.
O álbum, editado no ano passado, é constituído apenas por poemas inéditos de Maria de Lourdes de Carvalho, Gonçalo Salgueiro, António Rocha e Nuno Miguel Guedes, entre outros, alguns escritos propositadamente para a sua voz.
No palco do Teatro Filarmónica, em Oviedo, a criadora de “Não fales por falar” é acompanhada pelos músicos Guilherme Banza, na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira, na viola, e Frederico Gato, na viola-baixo.
Questionada pela Lusa sobre o título do ciclo, “Divas”, a fadista afirmou: “Penso que foi escolhido numa alusão à nossa diva Amália Rodrigues”.
“Todos nós portugueses, e mais especificamente nós, as fadistas, somos discípulas e herdeiras de uma obra única deixada pela nossa musa de inspiração, que é Amália Rodrigues”, acrescentou.
Luísa Rocha, historiou o termo “diva”, que “inicialmente era apenas utilizado para as cantoras líricas, e hoje a sua utilização democratizou-se no mundo artístico, sendo aplicado a grandes nomes da música, cinema, etc.”.
“Espero que o peso desta palavra não se torne banal, há que entender que é necessário a consagração de uma carreira exemplar para que alguém seja intitulado de ‘deusa’ ou ‘diva’. Amália, Maria Callas, Sophia Loren, Aretha Franklin, Marilyn Monroe, são algumas das minhas divas”.
Sobre “Fado Veneno”, afirmou que o álbum é um reflexo da sua “maturidade enquanto pessoa e fadista”.
“Estou muito feliz com o resultado final, o balanço emocional é bastante positivo, o que me levou já a começar a reunir repertório para um terceiro álbum”, adiantou a fadista.
Para Luísa Rocha, “o fado vive um bom momento de reflexão”.
“A minha geração tem uma grande responsabilidade, o dever de dignificar tudo o que as gerações anteriores fizeram para que hoje o fado viva este bom momento, de grande mediatismo em que se encontra um pouco de tudo, quem cante fado, quem seja fadista e quem chame fado a todos os projetos onde se escuta uma guitarra portuguesa”.
“Uma triagem será naturalmente feita pelo público, que cada vez mais se interessa em aprofundar os seus conhecimentos sobre o género musical, e pelo próprio tempo”, rematou.

Foto: AP/FMS

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O poema “Toada de Portalegre”, de José Régio, com música de Rabih Abou-Khalil, pelo fadista Ricardo Ribeiro, estreia-se na quinta-feira, em Lisboa, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Jan Wierzba.
Ao palco do Teatro de S. Luiz, em Lisboa, sobe também o percussionista norte-americano Jarrod Cagwin, que “tem um papel importante, na medida em que a música do Rabih [Abou-Khalil] é melódica e rítmica, e ele é o grande alicerce para que todos possamos estar seguros e confiantes na peça”, disse à agência Lusa o fadista Ricardo Ribeiro, que perseguia o sonho de interpretar a “Toada de Portalegre”.
Jarrod Cagwin é “um músico fabuloso”, que faz parte do ensemble com que o músico e compositor libanês Rabih Abou-Khalil atua habitualmente, tendo já acompanhado Ricardo Ribeiro, noutras ocasiões, tanto no palco lisboeta, como aconteceu no ano passado, em junho, como em várias atuações do fadista português atuou com o grupo de Abou-Khalil.
A peça “Toada de Portalegre”, com música de Abou-Khalil, estreia-se na quinta-feira, no teatro lisboeta e volta a esta sala na sexta-feira e no sábado, no âmbito das celebrações do 5.º aniversário da classificação do Fado como Património Imaterial da Humanidade, pela UNESCO.
Em declarações à agência Lusa, Ricardo Ribeiro afirmou que apresentar a “Toada de Portalegre” foi “uma odisseia e, ao mesmo tempo, um orgulho”,cita o Notícias ao Minuto.
“Era um sonho meu, mas que todos alcançámos - eu, a orquestra, o maestro e o Rabih [Abou-Khalil]”, acrescentou.
Para esta composição de 75 minutos, não foi incluído “qualquer instrumento diretamente ligado ao fado, nomeadamente a guitarra portuguesa”, adiantou o criador de “Nos Dias de Hoje”.
“Esta música não é o fado, é uma outra que nem ouso qualificar”, disse o intérprete que adiantou não existir qualquer referência direta na composição aos ritmos portugueses, nomeadamente ao tradicional “Saias”, da região de Portalegre.
“Todavia, como quase tudo que é rítmico na música portuguesa, deriva da tradição árabe, pois é bom não esquecermos que os árabes estiveram na Península Ibérica durante oito séculos”, referiu o cantor, acrescentando que “haverá muitas frases musicais que nos irão parecer que estamos a escutar cante alentejano”.
“Rabih [Abou-Khalil] compõe de uma maneira que sentimos muito portuguesa e não distante de nós”, afirmou o intérprete de “Não rias”.
Para a “Toada”, que "é um poema muito extenso e profundo, que conta uma história", o compositor “fez a música que coincide com as palavras: se as palavras querem transmitir medo, o ambiente musical é esse, de medo, e por aí adiante, se é de alegria, a música transmite esse sentimento, se é de frustração, também o transmite”.
“O mais complicado foi decorar o poema”, confidenciou o artista que adiantou que o espetáculo vai ser gravado em áudio e vídeo.
O poeta José Régio (1901-1969) viveu em Portalegre, de 1928 a 1967, onde foi professor no então liceu nacional, atual Escola Secundária Mouzinho da Silveira.
Régio abre o poema dando um perfil geográfico da cidade, evocando que nela residiu: “Em Portalegre, cidade/Do Alto Alentejo, cercada/De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros/ Morei numa casa velha,/ velha grande tosca e bela/ À qual quis como se fora/ Feita para eu morar nela.../”.
A casa onde Régio morou era inicialmente uma pensão onde, conforme os quartos foram vagando, o autor de “Poemas de Deus e do Diabo”, os foi ocupando, acabando por ficar com a toda a casa, que atualmente é um museu, onde se destaca a coleção de Cristos, entre outras coleções, como as de louça e de mobiliário.
Ricardo Ribeiro afirmou que subjacente a esta estreia está a intenção de “chamar atenção para a obra do poeta, que é genial, é um dos maiores da Língua Portuguesa, de sempre”.
O fadista destacou ainda a faceta de ensaísta de Régio e o papel que desempenhou na sociedade do seu tempo, e adiantou que está a trabalhar com o compsoitor libanês no "Soneto de Amor", do poeta natural de Vila do Conde.
Amália Rodrigues (1920-1999) foi uma das poucas intérpretes que cantou e gravou um poema de Régio, “Fado Português”, com música de Alain Oulman.

Foto: OMS/AMEC/FMS

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