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O historiador Armando Norte, na sua biografia de João XXI, o único português que foi Papa, chama a atenção para a sua figura “brumosa” e “heterogénea”, e questiona a atribuição de muitas das suas obras.

No livro “João XXI. O Papa português”, Armando Norte traça o perfil de Pedro Hispano (1215-1277), sobre o qual problematiza: “Por que não dizê-lo – heteronímia de Pedro Hispano, em virtude das diferentes personas que parece ter encarnado ao longo da sua vida”.
Relativamente à autoria das muitas obras atribuídas a Pedro Hispano, questão que já levantara o investigador José Francisco Meirinhos, o autor desta nova biografia, com a chancela da Esfera dos Livros, afirma que é “um debate inacabado e, porventura, inacabável, o de perceber, a 700 anos de distância, o que fez exatamente, o que escreveu afinal e quem foi, sem margem para dúvidas, João XXII: uma figura nebulosa, controversa, multidimensional; mas em todo o caso admirável”.
O autor afirma que há hoje um “relativo desconhecimento” relativamente a Pedro Hispano, que teve “uma vida aventurosa, na sua condição de intelectual muito apreciado”.
“Um perfil de sábio que sobressai das várias experiências universitárias que teve enquanto escolar e mestre, em mais do que um estabelecimento de ensino superior, e ainda da autoria, que continua a ser muito discutida, de numerosos tratados de medicina e filosofia”.
O autor realça também “o lado mais espiritual” de Pedro Hispano e “sua extrema religiosidade”, que “nunca inibiu uma certa capacidade inata para urdir redes apertadas de dependência, para forjar e manter patronatos e clientelas, para distribuir, colecionar e cobrar favores”.
Um conjunto de capacidade “que lhe permitiu arquitetar e consolidar uma intricada teia de relações que, afinal, o conduziram ao topo da hierarquia religiosa”, afirma o autor, doutorado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Pedro Hispano, “muito ao estilo do tempo” em que viveu, tinha uma “faceta sua, bem mais calculista, terrena e cerebral, que remete para o político astucioso e o homem ambicioso” que era, e que lhe permitiu alcançar “a posição mais importante da Cristandade, num tempo em que as clientelas faziam assumidamente parte do jogo político e religioso”.
Defende Armando Norte que “conhecer um homem é, em grande medida, conhecer as suas circunstâncias, entender o seu meio e a sua época”, e, nesse aspeto, Pedro Julião, mais conhecido no seu tempo como Pedro Hispano, que ficou para a história como João XXI, “foi um espelho do seu tempo”, nomeadamente como “viajante experimentado”.
Para o historiador, a “grande parte do interesse em recriar a vida [de Pedro Hispano] resulta dos papéis que lhe foram confiados, no decurso da sua longa e variada carreira”.
Batizado Pedro Julião, Pedro Hispano foi cónego, mestre-escola, deão em várias catedrais, “prior da mais importante igreja portuguesa do reino”, bispo eleito “da principal diocese do reino”, Braga, foi “alguém que se destacou como confidente e conselheiro de reis, “possível médico e inquestionável comissário de papas, cardeal de Roma, e, finalmente, Papa da Igreja Católica”, com o nome de João XXI.
O único papa português morreu devido ao desmoronamento dos seus aposentos no palácio pontifício em Viterbo, no centro-oeste da Itália, ao fim de oito meses de pontificado.

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O investigador e fadista Vítor Duarte Marceneiro, autor de uma biografia de Hermínia Silva, e outra de Alfredo Marceneiro, apresenta na quinta-feira à 21.30, no Café-Concerto do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, na Moita, a palestra “A poesia do fado de Alfredo Marceneiro”.

Conhecer a vida e obra de Alfredo Marceneiro, através do testemunho do seu neto, Vítor Duarte Marceneiro, e conhecer algumas obras de arte concebidas sobre o fadista, assim como vários objetos - fotos, discos, recortes de imprensa, filmes -, cedidos pela Associação Cultural de Fado “O Patriarca do Fado”, é a proposta que a Câmara Municipal da Moita apresenta em mais uma edição do 'Leituras às quintas’”, afirma em comunicado a municipalidade moitense.
Esta iniciativa conta com um momento de fado com a participação do próprio Vítor Duarte Marceneiro, e ainda Carmen Santos, Vítor Conde, que também acompanha á viola, e António Jorge, na guitarra portuguesa.
Na palestra sobre Alfredo Marceneiro (1891-1982), “conhecido e admirado em todo o país, embora praticamente não tenha saído de Lisboa”, participa também o investigador de fado Francisco Pintéus.

Vítor Duarte Marcneiro mantém um blog sobre fado e Lisboa - http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/

 

 

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