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Madre Teresa, que papa Francisco canonizará no dia 04 de setembro, “é mais do que uma piedosa santa católica, é uma dessas personalidades com cidadania universal”, afirma o padre João Carlos Almeida.
O sacerdote brasileiro é o autor de “O milagre de Teresa”, uma obra que traça o percurso de vida da “santa das sargetas”, como Madre Teresa foi referida, e conta o milagre ocorrido na Baixada Santista, na região metropolitana de S. Paulo, no sudeste do Brasil, em 2008, que foi decisivo para a sua canonização.
Madre Teresa tinha já subido aos altares como beata bem-aventurada, em 2003, pelo papa João Paulo II, que chegou a conhecê-la.
João Carlos Almeida afirma que Madre Teresa, distinguida em 1979 com o Nobel da Paz, “ultrapassa todas as fronteiras geográficas, políticas, culturais e até mesmo religiosas”, todavia, a “sua figura é tão notória quanto discreta”.
Esta afirmação do sacerdote remete para a primeira casa fundada por Madre Teresa, em 1952, a Nirmal Hriday (Casa dos Moribundos) onde prestou cuidados, estima-se, a 20.000 pessoas, entre 1952 e 1997.
Nesta instituição “para os hindus ela realizava um ritual típico de levar gotas de água sagrada retirada do rio Ganges. Os muçulmanos podiam ouvir palavras do Alcorão, enquanto os cristãos recebiam a unção dos enfermos”.
Esta casa foi a sua primeira instituição depois de se ter tornado “mestra e aluna dos pobres”, escreve Almeida, que relata como “de obediência em obediência” a freira nascida em Skopje, sob bandeira do Império Otomano, em 1910, conseguiu sair dos muros do convento onde entrara e iniciar a sua própria missão, que se oficializou em outubro de 1950 como “Missionárias da Caridade”, envergando como hábito um sari branco com riscas azuis, e uma cruz no ombro esquerdo.
“A obra não parou de crescer com a criação de escolas em bairros pobres”, mais tarde fundou um casa para bebés abandonados ou doentes, e a Shanti Nagar (Casa da Paz) para acolher leprosos.
À freira, que conseguiu autorização para sair dos muros do convento onde vivia, e andar nas ruas a tratar “dos mais pobres entre os pobres”, vieram juntar-se várias raparigas, algumas antigas alunas do convento onde deu aulas.
A obra foi crescendo na Índia e no mundo. A primeira casa fora das fronteiras indianas abriu na Venezuela, “chegando rapidamente a todos os continentes”, e nas décadas de 1980 e 1990, incluía “quase todos os países comunistas do mundo”, nomeadamente a ex-União Soviética, Albânia, da qual se reivindicava natural, e Cuba.
Em 1963 surgiu um ramo masculino da congregação e, em 1976, um ramo feminino contemplativo, e três anos depois um masculino contemplativo. Surgiram também ligados à missão de Madre Teresa as Intercessoras Verónicas e os Padres Leigos da Caridade através destes chegaram à Baixada Paulista os Missionários da Caridade.
Madre Teresa nasceu a 26 de agosto de 1910, em Skopje, na época capital da província do Kosovo, do Império Otomano, no seio de uma família albanesa, cristã, tendo sido batizada Agnes Gonxha Bojaxhiu, no dia seguinte ao seu nascimento, o que “ela própria sempre considerou este o dia do seu verdadeiro nascimento”.
Sobre si, Madre Teresa escreveu: “Sou albanesa de nascimento; hoje sou cidadã indiana. Sou também uma freira católica. No que diz respeito ao meu trabalho pertenço a todo o mundo mas, no fundo do coração só a Cristo pertenço”.
A vocação religiosa de Agnes Gonxha (Inês botão de flor) desenvolveu-se cedo, inicialmente na catequese dos padres jesuítas e mais tarde, aos 12 anos “já estava convicta da sua vocação religiosa à vida consagrada e tinha o sonho de ir para as missões”. Aos 18 anos ingressou nas Irmãs do Loreto, em Rathfarnham, na Irlanda, onde tomou o nome de Maria Teresa, inspirada em Santa Teresa de Lisieux, e daqui chegou a Calecute, em janeiro de 1929, onde morreu aos 87 anos, em setembro de 1997.
João Carlos Almeida define este livro, com a chancela da Planeta Editora, como “o relato de um viajante curioso em busca de uma verdade irrelevante para os ateus e espetacular para os jornalistas; instigante para os teólogos e inexplicável para os cientistas [e] incómoda para os opressores”.
O milagre que levou Francisco a canonizar Madre Teresa foi a cura de um homem de 35 anos que sofria de múltiplos abcessos cerebrais e hidrocefalia obstrutiva. A canonização foi decidida cinco anos depois de “longas pesquisas e consultas a diversos peritos de medicina” para se sentenciar a “autenticidade do milagre”.

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