Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




 

Today i feel_alta.jpg

 

O livro bilingue, português/inglês, “Hoje sinto-me – Diário dum azulejo”, de Nunzia de Palma, é prefaciado pelo escritor Gonçalo M. Tavares, que o qualifica de “bela e insólita".

A obra, escreve Gonçalo M. Tavares, revela "um extraordinário processo de atenção", tanto mais que “os azulejos não gritam nem falam, mas murmuram”.
“Hoje sinto-me – Diário dum azulejo - Today I feel – Diary of an azulejo”, em formato de um azulejo, intercala pequenos textos ou reflexões com fotografias de azulejos de Lisboa, devidamente localizados, ora na rua da Bempostinha, ora da Junqueira, Nova Loureiro ou na da Saudade, onde morreu o poeta José Carlos Ary dos Santos que, num poema, se referiu aos azulejos como “banda desenhada nas paredes do amor”.
Gonçalo M. Tavares propõe que esta obra, publicada pelos Livros Horizonte, se poderia também intitular “a vida privada e imaginativa dos azulejos”. Segundo o escritor, Nunzia de Palma “vê o que é evidente e vê o que poderia estar ali”.
Este livro revela “um extraordinário processo de atenção, que vê pormenores minúsculos, mas também imagina”, atesta Gonçalo M. Tavares.
Nunzia de Palma afirma que cada estrangeiro que visita Lisboa “descobre-se de repente ‘azulejófilo’, por vocação e caminhante por profissão, gastando as suas solas para percorrer toda a cidade e conseguir captar a variedade de cores e desenhos colados nas fachadas”.
Afirma a autora que, depois de se ter também tornado uma “‘azulejófila’”, decidiu começar “a ler este diário, em que as venturas sentimentais de um azulejo branco são narradas por ele mesmo, que cada dia tira uma foto do seu estado emocional e tenta traduzir em sensações as cores, as imagens, o brilho que esta arte portuguesa soube produzir”.
Surgem assim fotos de azulejos das calçadas de Santana, da Graça e do Cascão, das ruas Forno do Tijolo, da Palmeira, Angelina Vidal, de S. Lázaro ou dos Cavaleiros, das travessas da Piedade, do Cotovelo e de Santa Teresa, dos campos de St.ª Clara e dos Mártires da Pátria, do largo de S. Mamede ou do Poço do Borratém, sempre em Lisboa.
Nunzia de Palma nasceu há 30 anos em Terlizzi, na região da Apúlia, no sul da Itália, é tradutora de profissão, e mora em Lisboa desde 2014, segundo nota da editora.
Licenciada em Letras e Mestre de Tradução Literária, “está a finalizar o doutoramento em Literatura Pós-colonial, sobre o cânone literário angolano”.
Traduziu para italiano “O cão e os caluandas”, de Pepetela, em 2015, para a editora Felici e colabora com várias revistas como tradutora.

Autoria e outros dados (tags, etc)

0 cuca roseta boa.jpg

Cuca Roseta participa na LusoFesta, na próxima, dia 27, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na qual dará testemunho aos 7.000 portugueses esperados no encontro, disse à agência Lusa o padre Eduardo Novo, noiciou o Observador.

O diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil da Igreja Católica, padre Eduardo Novo, em declarações à Lusa, disse que a LusoFesta se realizará na quarta-feira, entre as 14:00 e as 18:30 locais, no pavilhão de congressos de Cracóvia, onde a fadista Cuca Roseta, “além de cantar, irá partilhar o seu testemunho de fé e de vida”.
Esta participação, disse Eduardo Novo, visa “aliar a fé e a cultura”.
“Queremos que os jovens bebam do testemunho e do exemplo de quem tem talento, e o coloca ao serviço como dom, e não tem medo de o expressar publicamente. A importância de aliar esforço, dedicação, trabalho, empenho, ser feliz naquilo que se faz… Ousadia de educar com valores...”, afirmou o sacerdote.
Questionado sobre o convite à criadora de “Amor ladrão”, o responsável católico afirmou: “À beleza dos acordes e da voz, junta-se a unicidade de um percurso pessoal, que contagia pelo testemunho e pela forma de estar e de viver a fé, e foi bom ver o seu entusiasmo”.
Segundo o sacerdote, Cuca Roseta, ao convite feito, respondeu: “Participar na JMJ foi um presente: com 34 anos vou finalmente à JMJ e cantar. Acho que agora vou finalmente poder unir o fado ao meu lado espiritual na LusoFesta”.
Segundo a criadora de “Nos teus braços”, “o fado e? muito sentimental, muito emocional, muito intenso e, por si, toca as pessoas”.
“Se tiver uma mensagem espiritual, a esta luz, so? pode ser explosiva. Atrave?s do fado, da mu?sica, da arte, consegue-se chegar a? alma. Dizem que o fado e? a mu?sica da alma, e e? a alma que nos liga a Deus”, rematou a intérprete.
O mote da LusoFesta é “Faz-te próximo” e, no encontro, em que se esperam jovens de Língua Portuguesa do Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique e Timor-Leste, 20 jovens – um por cada diocese portuguesa – irá dar “testemunho de ações concretas”, disse Eduardo Novo.
“Vamos escutar como é que cada um vive ações concretas de misericórdia”, disse.
A Igreja Católica vive, atualmente, o Ano Jubilar da Misericórdia, decretado pelo papa Francisco.
Esta LusoFesta é também um convite “a tantos portugueses que estão a trabalhar na Polónia", para participarem, "para entrarem nesta força do diálogo, da promoção da fé, da cultura e da língua, da diversidade dos nossos dons”.
Um encontro que será também dos jovens com os bispos, disse Eduardo Novo, que acredita que “a alegria dos portugueses será contagiante”.
A JMJ, na qual o papa Francisco participa pela segunda vez desde que iniciou o seu pontificado, em março de 2013, realiza-se a partir de terça-feira e prossegue até domingo, em Cracóvia, no sul da Polónia.

Foto: boas.pt/FMS

Autoria e outros dados (tags, etc)




Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter