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Germana Tânger publica autobiografia

por FMSimoes, em 28.04.16

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A declamadora e pedagoga Germana Tânger, de 96 anos, publicou as suas memórias, “Vidas numa vida”. Germana Tânger é atriz, encenadora, declamadora, destacou-se na divulgação da poesia e, durante 25 anos, lecionou “Arte de Dição” no Conservatório Nacional, em Lisboa.
Estudou no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, de onde é natural, depois, nos anos de 1940, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo feito parte do respetivo grupo de teatro e, mais tarde, em Paris, estudou com George Le Roy, e foi titular de estudos camonianos na Universidade Sorbonne, segundo informação do investigador Duarte Ivo Cruz.
Germana Tânger marcou presença nos programas culturais da RTP, nomeadamente "Ronda da poesia", e também na antiga Emissora Nacional e, depois, na sua herdeira, a RDP.
Como declamadora levou a poesia portuguesa a várias entidades no estrangeiro, ligadas ao ensino da Língua e da Cultura portuguesas, e às comunidades portuguesas.
No prefácio de “Vidas numa vida”, António Macieira Coelho, amigo da declamadora, afirma acerca da obra: “Passada a década dos noventa, com o vigor mental que sempre a conduziu e a memória espantosa a transformar tudo em tempo presente, contempla-nos com a longa história da sua vida, desdobrada saborosamente por muitas vidas, escrita com doçura e simplicidade e organizada com o apoio de uma das grandes amizades do seu convívio, Sara Oliveira”.
Sobre a autobiografia afirma Macieira Coelho que é “cheia de curiosas surpresas e referências às origens familiares mais remotas, alguns episódios de uma sinceridade e humor desconcertantes são recordados”.
“Sempre presentes estão essas recordações que perpassam nas suas lembranças e enriqueceram a sua longa vida”, refere ainda Macieira Coelho, que não pôde recusar o convite de Germana Tânger para o prefaciar, pois “seria ferir a sua sensibilidade, e as sensibilidades da Maria Germana são um dos mais raros atributos da sua personalidade”, atesta.
O gosto pela palavra dita terá sido inculcado pelo pai, a quem dedica o livro, que “gostava muito de teatro” e que, em pequeno, tinha vendido os programas do Nacional D. Maria II.
“Num dos serões [o pai] começou a construir um teatro. Era, para mim, um deslumbramento. Tinha vários cenários, atores vestidos com papel de lustro, um pano de palco que subia e descia. O meu pai fazia as vozes das várias personagens”, conta Germana Tânger.
Quanto ao livro, afirma Germana Tânger: "Aos que vivem com a maldade que anda no ar e bem recheada de mentira, de injustiça e de rancor, este livro não lhes diz respeito. À alma dos que me construíram e dos grandes amigos que me cerca com a verdade, a justiça, a força da vida e, sobretudo, com o amor, sim, a esses dedico este livro”.
A declamadora despediu-se dos palcos, em 1999: “Passados 40 anos de ter dito pela primeira vez em público, na íntegra e de cor, a ‘Ode Marítima’, [de Álvaro de Campos] fiz a minha despedida artística no mesmo Teatro da Trindade, desta vez com a ajuda do meu querido João Grosso [ator, um dos discípulos de Germana Tânger], nas partes mais violentas”, escreve, seguno o Notícias ao Minuto.
A declamadora, na obra, recorda os muitos recitais que fez pelo país, um treino que considera essencial para, em 1959, ter dito “Ode Marítima” na íntegra e de cor. “Foi para mim um grande ‘feito’, que me lançou no mundo da poesia”, remata.

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Esta é a primeira vez, em Portugal, que a Carta é exposta ao público fora da Torre do Tombo, em Lisboa, tendo sido escolhida a vila de Belmonte, no distrito de Castelo Branco, no leste de Portugal, por ser a terra natal de Pedro Álvares Cabral, que capitaneou a esquadra que descobriu a costa brasileira, em abril de 1500.

A “Carta de Pêro Vaz de Caminha” é um documento classificado como património nacional, inscrito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no Registo da Memória do Mundo, que apenas saiu uma vez de Lisboa, para o Brasil, no âmbito das comemorações do V Centenário do seu descobrimento.
Em comunicado, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), a cujo espólio pertence o manuscrito, afirma que este documento “assinala um momento singular da História”.
Após ter-se avistado terra e os portugueses desembarcado em solo a que chamaram inicialmente “Terra de Vera Cruz”, Álvares Cabral mandou o seu escrivão redigir o documento para informar o Rei D. Manuel I do “achamento” de novas terras, tendo seguido para Lisboa numa nau comandada por Gaspar de Lemos.
“O que se encontra neste documento burocrático, e que se insere na tradição dos cronistas medievais portugueses, é a descoberta do ‘outro’, que aqui transcende os cânones a que relatos de viagens, bestiários e outras efabulações habituaram os europeus, desde a decadência do Império Romano e da emergência das forças muçulmanas no sul da Europa”, afirma o ANTT.

“A redação da ‘Carta a El-Rei Dom Manoel sobre o Achamento do Brasil’ não se trata de um relato de viagem, uma narrativa de um conjunto de peripécias com um fim e uma moral adjacentes, nem uma tentativa de exaltar os autores da gesta ou o seu suserano, nem ainda uma tentativa de relevar uma qualquer supremacia tecnológica ou racial”, acrescenta o arquivo nacional.

A carta foi escrita em Porto Seguro, sendo datada de 01 de maio de 1500, alguns dias após a chegada dos portugueses e de ter sido celebrada a primeira missa em território sul-americano, por Pêro Vaz de Caminha, de quem se sabe pouco, além da origem fidalga e de ter sido escrivão e vereador na Câmara do Porto, que, com o cosmógrafo Mestre João, descreveu a chegada, a paisagem e as gentes que o habitavam.
Graças à colaboração de Mestre João, neste documento surge pela primeira vez sinalizado a constelação estelar “Cruzeiro do Sul”, que pontifica hoje na bandeira nacional daquele país de Língua Portuguesa.

 

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 Desembarque de Cabral em Porto Seguro,

óleo sobre tela de Oscar Pereira da Silva, 1922


“A exposição [que estará patente até 26 de outubro] pretende fazer um contraponto entre o caráter efabulatório da cartografia pré-era dos Descobrimentos e o levantamento exaustivo efetuado pelos portugueses nas suas incursões por territórios mais ou menos conhecidos, como África ou as Índias Orientais e depois, no Novo Mundo, do qual o relato de Pêro Vaz de Caminha é o momento inaugural”, segundo a mesma fonte.
A exposição divide-se em dois espaços.
Uma primeira área, à qual se acede a partir do terraço do castelo de Belmonte, “é ilustrada com imagens que remetem para o imaginário medieval e dos bestiários, em três planos sobrepostos, que se distinguem sucessivamente graças ao uso de diferentes luzes, um recurso expositivo criado em parceria com o atelier Carnovsky, e que é utilizado pela primeira vez em Portugal”, segunmdo o Porto Canal.
A segunda área é centralizada pela “Carta de Pêro Vaz de Caminha”, e “privilegia-se aqui a descrição e a palavra em detrimento da imagem, sendo a carta contextualizada através das peças dos séculos XV e XVI", que foram cedidas pelo Palácio Nacional de Sintra, a Casa-Museu Medeiros e Almeida e o Museu Nacional de Arte Antiga, e Lisboa.
“O tapete sonoro, resultante do trabalho do sonoplasta e músico Sílvio Rosado, com as vozes dos alunos da Escola de Música de Belmonte a lerem excertos da Carta e a recriarem o que é nela relatado, acompanha os visitantes da exposição e define temporalmente o circuito da visita”, remata o ANTT.

Foto: pedefeijaopvs.blogspot.com/Museu Histórico Nacional Rio  de Janeiro/FMS

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