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O fadista Duarte, que tem atuado regularmente em França, inicia hoje, em Saint-Germain-en-Laye, a 20 quilómetros de Paris, uma nova digressão, já com as cinco salas esgotadas, noticiou a RTP.

O fadista afirmou à Lusa, segundo a RTP, que tem tido “uma grata aceitação, e nada preconceituosa, em relação à cultura portuguesa, por parte do público francês”, tendo atuado, no ano passado, “em quase toda a França, e os convites, este ano, têm-se multiplicado”.
Duarte justifica o interesse do público francês, “talvez por estas novas cores do fado, digamos assim, mas também [pela] forte ligação que se estabelece, em palco, com a poesia, e o facto de os franceses, começarem, eles próprios, a entender o fado com essa carga psicanalítica, quase catártica que tem”.
Por outro lado, acrescentou, o facto de se ter estreado no Théâtre de la Ville, em Paris, “e com boas críticas, abriu caminho”.
Hoje, dia 30, Duarte atua na Salle Jacques Tati, em Saint-Germain-en-Laye, na região de Poissy, a 20 quilómetros de Paris. Na quinta, sexta-feira e sábado, o criador de “Desassossego” atua no Théâtre André Malraux, em Rueil Malmaison, a 12 quilómetros a oeste de Paris.
No domingo, canta na igreja de Santo Hipólito de Fontès, em Clermont l´Herault, no sul de França, no âmbito do Festival "Musiques et Passions".

Duarte interpretra "Fado Escorpião", em Paris, em dezembro de 2014.

“Eu faço o que tenho de fazer. Aquilo que faço em todos os concertos é transmitir um presente autêntico, de um caminho que fui fazendo, a ligação entre a poesia e o fado”, disse à Lusa o criador de “Fado Escorpião”.
“O interesse [do público] deve-se a estas novas cores do fado, e que, à luz do que se faz noutras áreas artísticas, se pode misturar, e da forma como se vão cruzando os fados com alguma poesia dita em francês”, referiu.
O ator Alain Vachier também sobe a palco, como um alter ego do fadista, e diz em francês alguns dos poemas que Duarte canta, explicou.
“O público recebe aquela linguagem simbólica do fado, mas agora recebe também algumas traduções, com um ator francês que está em palco [Alain Vachier], que assume uma espécie de alter ego”, disse Duarte.
O fadista, distinguido com um Prémio Amália Revelação, em 2006, é acompanhado pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, e Rogério Ferreira, na viola.
O fadista apresenta o seu mais recente álbum, “Sem dor nem piedade. Fados para uma relação acabada em quatro atos”, editado no ano passado, que foi produzido pelo músico Carlos Manuel Proença.
O álbum é constituído por 14 temas, quase todos fados tradicionais, como o Fado dos Sonhos, o Menor em Versículo e o Fado Cravo, e apenas uma música original de autoria de Tozé Brito. Os poemas são todos de autoria de Duarte, à exceção de “Sete Esperanças, Sete Dias”, que é de Manuel Andrade.
Duarte, natural de Évora, fez parte da Tuna Académica da Universidade local, de 1998 a 2003. Em 2004, com 23 anos, editou o primeiro álbum, “Fados meus”, e, em 2006 o tema “Dizem que o meu fado é triste”, foi integrado no CD antológico “Fados do Porto”, inserido na coleção celebrativa “100 anos do fado”. Em 2009 revelou o segundo álbum, "Aquelas coisas da gente”.
Em 2014, Duarte fez uma temporada no Vingtième Théâtre, em Paris, e cumpriu uma digressão por cinco palcos no Estado norte-americano de Massachusetts, que incluiu ‘workshops’ sobre fados, em algumas universidades.

Foto: AV * Vídeo Antoine Ramos/Youtube/FMS

 

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A assembleia-geral anual da Confederação de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC) realiza-se em Lisboa, pela primeira vez, em junho de 2017, anunciou a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
Em comunicado, a SPA anuncia ainda que “foi igualmente tomada a decisão de se realizar em Lisboa, no último dia de maio de 2017, a reunião da direção da CISAC, ato que reforça o interesse agora manifestado por Lisboa e que trará à capital portuguesa, para participarem na assembleia-geral, entre 300 a 400 pessoas, provenientes dos vários continentes”.
Segundo a SPA, a decisão de realizar em Lisboa a assembleia-geral, coloca a capital portuguesa no eixo das “capitais com natural centralidade em relação a esta área de intervenção e organização, caso de Bruxelas, Londres, Paris e Washington”.
“A decisão de se promover a assembleia geral da CISAC em Lisboa constitui também uma forma de reconhecimento internacional da atividade da SPA nos anos mais recentes e, em particular, do êxito do projeto de cooperação lusófona que a cooperativa dos autores portugueses está a dinamizar com resultados já visíveis em Angola ou Timor-Leste, entre outros países”.
“Nunca atos com esta relevância foram alguma vez acolhidos pela SPA”, reforça a cooperativa de autores, fundada em 1925.

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A CISAC está a completar 90 anos, foi fundada em 1926, e congrega 230 sociedades de autores de 120 países, e é, atualmente, presidida pelo compositor francês Jean-Michel Jarre.
A SPA informa ainda que a CISAC “já manifestou o seu apoio à pós-graduação sobre a gestão coletiva do direito de autor que o ISCP-Universidade de Lisboa está a organizar, aberta à participação de dirigentes, técnicos e autores de sociedades lusófonas", e que “desta importante decisão da estrutura diretiva da CISAC já foi dado conhecimento ao ministro da Cultura, João Soares, e irá ser também dado à Assembleia da República”.

Foto: D.R./FMS

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