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A exposição “Flavors”, de Bruno Saavedra, que apresenta fotografias de corpos envolvidos em ingredientes culinários, é inaugurada na quarta-feira na Boutique da Cultura no Espaço Bento Martins, em Carnide.

A inauguração da exposição às 18:30 conta com a participação do músico Carlos Alberto Moniz, sendo os visitantes convidados a levar um quilograma de alimentos, que serão doados à associação de solidariedade social Crescer A Cores, disse o fotógrafo.
A exposição mostrou-se pela primeira vez em setembro passado, na Galeria Municipal de Almeirim, no Ribatejo; em Lisboa, a mostra está patente até 13 de março, e reúne 30 “fotografias de corpos envolvidos em ingredientes culinários, que se movem em torno do universo que cada modelo escolheu, naquele momento, para o tempero da sua carne”, explicou à Lusa o fotógrafo, cita o Notícias ao Minuto
“O seu olhar, a expressão do rosto, das mãos, do corpo são a apresentação de um ser feito alimento”, reforçou o artista.
Num espaço branco “como uma janela de luz, cada um e cada uma sente a sua pele - toca-lhe, cheira-a, prova-a. Com ela combina odores, texturas, sabores que a temperam e a transformam num objeto novo, sedutor ou apenas provocador, manchado ou abjeto, mas sempre sensual”, explicou o fotógrafo, de 28 anos.
"Para mim é um privilégio expor em Lisboa, o 'Flavors' foi feito de uma forma muito simples com pessoas amigas. Não imaginava que teria algum tipo de projeção. Fico feliz em ver o meu trabalho a ganhar 'asas'", acrescentou.
O projeto ‘Flavors’ “começou a ser desenvolvido em janeiro com pessoas de vivência comum que se mostraram disponíveis para fazer algumas experiências”, disse o fotógrafo.
“Numa tentativa de quebrar barreiras, convidei duas pessoas com deficiência auditiva para fazer parte do projeto - para mim foi um desafio e uma experiência inesquecível poder fotografar essas pessoas e perceber que a arte pode ultrapassar qualquer forma de linguagem”, contou Saavedra.
A exposição desenvolve-se em torno dos sabores e alimentos do dia-a-dia, procurando “chamar à atenção, de uma forma artística, para todos desperdícios alimentares no mundo”.
Na composição das fotografias foram utilizados alimentos como leite condensado, caldo verde, borras de café, mostarda, puré de batata, etc., todos "já fora do prazo de validade”, realçou o fotógrafo.
Sobre esta exposição, questiona o investigador Nuno Verdial Soares, no texto do catálogo: “Numa época em que a abundância é frequentemente transformada em desperdício, em que a gula esquece os famintos, este conjunto de imagens alerta para um mundo em desequilíbrio. Aqui está o ser humano e sem fome ou o eternamente faminto?".
Saavedra, em 2010, a convite da Casa de Portugal em Macau, colaborou com a instituição nas programações cultural e artística, e, no ano seguinte, começou a estudar fotografia com o fotógrafo António-Mil-Homens.
Regressado a Portugal em 2014, e depois de uma formação em maquilhagem, na Make Up School, começou a desenvolver vários projetos artísticos.
Em maio último desenvolveu o projeto artístico para o espetáculo de homenagem à fadista Argentina Santos, “Gosto da Parreirinha”, levado à cena no Centro Cultural de Belém.

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Liana atua na terça-feira, na Casa da Música, no Porto, num espetáculo em que apresentará, entre outros, os temas do seu mais recente álbum, “Embalo”, editado em 2014.

“Do alinhamento fazem parte temas do ‘Embalo’, mas também outros. Entre os temas fortes temos a ‘Estrela da tarde’, o ‘Naufrágio’ e o ‘Sombra’ que não foram editados no CD, e os ‘Altos castelos’, ‘Disse-te adeus e morri’, ‘Segredos’ e ‘É Pecado’”, disse à Lusa fonte da produção do espetáculo, cita o Noticias ao Minuto.
A fadista é acompanhada, à guitarra portuguesa, por António Dias, à guitarra clássica, por António Neto e, no contrabaixo, por Jorge Carreiro.
Liana que tem já agendados espetáculos no Bahrain, nos dias 04 e 05 de março, no Emirado do Dubai, no dia 06 de março, no Líbano, no dia 07 de março e, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, no dia 19 de março.
Numa entrevista à Lusa, em 2014, Liana afirmou que “Embalo”, no qual canta alguns temas de sua autoria, é álbum que a define “como fadista e até como pessoa”.
“Este CD é uma definição de carreira e até pessoal. Não tinha um CD que me definisse enquanto cantora, um registo do que efetivamente sou, daquilo que gosto, não tinha nada que me identificasse como cantora a solo, apesar de gostar muito dos trabalhos que fiz com o Stockholm Lisboa Project, mas [no qual] não sou eu inteiramente”, disse.
“Independentemente da aceitação do álbum, do seu caminho, precisava, por mim, deste registo. Não há aqui ambição desmedida, não há tentativa de provar nada, é simplesmente o que gosto de cantar, da forma como o faço e como me entrego, apesar de ser em estúdio”, acrescentou, já que prefere cantar em espaços com público.
O álbum é constituído por treze temas, em “ambiente de fado tradicional”, e uma faixa extra, “Fado da despedida (Lisboa foi meu fado)”, que interpretou no musical “Fado, História de um Povo”, de Filipe La Feria.
Liana cantou pela primeira vez no dia 19 de março de 1989, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Desde então participou em vários concursos, tendo ganhado quase todos em que participou - 12 em 13 -, nomeadamente, por duas vezes, a Grande Noite do Fado de Lisboa, em 1994 e 1996, respetivamente nas categorias juvenil e sénior.
Em 2000, venceu o Festival RTP da Canção, foi convidada do Stockholm Lisboa Project, um ensemble luso-sueco de “world music”, e participou em musicais de Filipe La Feria.
A escolha decisiva pelo fado deu-se quando venceu o Festival RTP. “Uma escolha sem qualquer lamento. Na altura tinha a hipótese de enveredar pela canção, que tinha outro tipo de portas abertas, porque é claro que, aos nove anos, foi uma brincadeira, ainda não tinha consciência do que me estava a meter”.
“O contexto que circundava o fado, antes de 2000, era complicado, o fado não passava para o quotidiano da música. Eu gravei trabalhos que tinham o público das associações, dos meios restritamente fadistas, mas não chegava ao grande público, e havia muito menos nomes de nomeada que há agora”, recordou.
“Na primeira década do século XXI, há muito mais nomes conhecidos do grande público, do que na década anterior, isto é um facto”, referiu.
“Anteriormente, não bastava o talento, era necessário haver umas componentes de carreira muito bem estudadas”, argumentou.
“O fado deu o salto com a orfandade de Amália Rodrigues, foi depois da morte da fadista em 1999, que o fado começou a expandir-se. Eu vivi um tempo em que este género não era acarinhado pelo público como é hoje. Na escola era sempre gozada por cantar fado, as discográficas não estavam interessadas em gravar discos de fado”, sentenciou então a fadista de 35 anos.

Foto: DR/FMS

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