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Maria João Pires.

 

Mais de vinte talentos nacionais, de diferentes áreas artísticas, foram distinguidos este ano, internacionalmente, com a arquitetura e o ‘design’ a arrecadarem o maior número de galardões, seguindo-se a literatura e o cinema.
Na área de arquitetura e ‘design’, o ateliê Hamares-Arquitetura Lusitana recebeu um prémio internacional pelo hotel que desenhou para uma zona classificada como património mundial, no sopé do Monte Lu, em Lushan, na província de Jinagxi, no leste da China.
O projeto, com a assinatura dos arquitetos Joana Moreira, Rui Jurze, Diogo Jurze e Jorge Francisco, foi o único hotel premiado entre os mais de mil projetos de 40 países.
A reabilitação do Hotel Minho, em Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho, da responsabilidade do ateliê portuense Vírgula i, recebeu em Itália o Silver A'Design Award.
Um projeto do arquiteto Álvaro Siza Vieira, com Carlos Castanheira, foi eleito, na China, "o melhor edifício de escritórios" de 2014, por votação “online” através da plataforma Archdaily.
Nesta mesma votação, na categoria Arquitetura Cultural, venceu o ateliê OTO, com um projeto para o Parque Natural da ilha de Fogo, em Cabo Verde -, ex-aequo com o projeto do ateliê Spaceworkers de casas na freguesia de Sambade, em Alfândega da Fé.
O Centro de Alto Rendimento de Remo do Pocinho, com assinatura de Álvaro Fernandes Andrade, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, venceu a categoria de Novos Edifícios do Prémio ECOLA (European Conference of Leading Architects).
O ‘designer’ António Courela, de Castelo Branco, conquistou o Prémio Larus/Jornal Arquiteturas Equipamento Urbano Ibérico 2014, divulgado este ano, na categoria projeto académico, com o trabalho "Interior City".
Na Literatura foram distinguidos quatro portugueses: O escritor José Tolentino Mendonça tornou-se, em novembro, o primeiro português a receber o Prémio Res Magnae, pelo ensaio “A mística do instante - o tempo e a promessa”, publicado no ano passado.

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David Machado. 


David Machado, com a obra “Índice médio de felicidade”, foi um dos 12 vencedores do Prémio de Literatura da União Europeia para escritores em início de carreira. David Machado é o terceiro português a receber este prémio depois de Dulce Maria Cardoso e Afonso Cruz.
Ana Filomena Amaral, com o conto “Mulheres de água”, ganhou o Prémio Internacional “Cidade de Araçatuba”, no Estado brasileiro de S. Paulo, uma abordagem ao sofrimento das mulheres em todas as circunstâncias de crise.
Isolda Brasil, de 36 anos, advogada em Macau, venceu em maio, na categoria de romance, os The IndieReader Discovery Awards, prémio revelação de escritores independentes dos Estados Unidos. A portuguesa concorreu com o romance em língua inglesa “The wanton life of my friend Dave”, que assinou com o pseudónimo de Tristan Wood, e marca a sua estreia literária.
O Prémio Camões, atribuído pelos governos de Lisboa e Brasília, distinguiu este ano Hélia Correia, que dedicou o galardão à Grécia.
Na área do cinema, Duarte Grilo foi considerado o Melhor Ator em Curta-Metragem, no Festival Macabre Faire Film, em Nova Iorque, pelo desempenho em “Boy”, de Bruno Gascon. O desempenho de Duarte Grilo “não deixa ninguém indiferente", afirmou Gascon.
Ainda na área do cinema, o realizador Vítor Gonçalves recebeu o prémio de carreira "Anno Uno", do Festival Internacional de Cinema e Arte, em Trieste, no nordeste de Itália; e o filme "Cavalo Dinheiro", do realizador Pedro Costa, arrecadou o Prémio Especial do Júri do Festival de Cinema Internacional de Madrid, que este ano homenageou o cineasta Manoel de Oliveira.
A peça "Óculos de sol", encenada por Laura Ferreira, pelo Grupo Dramático e Recreativo de Retorta, de Valongo, no distrito do Porto, recebeu em Madrid, o Escenamateur Europa 2015, atribuído pela confederação Espanhola de Teatro.
Uma imagem de um grupo de cante alentejanos pouco antes da inscrição do cante na lista do património cultural imaterial da UNESCO valeu à jovem Beatriz Rocha um dos Prémios Mundiais de Fotografia Sony, considerada a maior competição do género a nível internacional, na categoria Juvenil.
Mariza, multipremiada internacionalmente, recebeu, em novembro, um Prémios Ondas Especial, galardões atribuídos pela Radio Barcelona, desde 1954, que distinguem a atividade televisiva, radiofónica e artística.
Na opinião da organização, Mariza "revolucionou e fez evoluir o género [fado], tornando-o uma linguagem universal e tornou-se uma referência para músicos como Bjork ou Sting”.
A pianista Maria João Pires recebeu em setembro o Prémio Gramophone na categoria Concerto, pela gravação dos concertos de piano n.ºs 3 e 4 de Beethoven.
João Pedro Oliveira venceu ‘ex-aequo’ com o italiano Gianni Giacomazzo, o Prémio Internacional de Composição de Mafra.
Giacomazzo ganhou na categoria dedicada à criação de uma composição para ser tocada pelos seis órgãos históricos da basílica de Mafra com a composição "Musiikki Henki", e o português na categoria destinada a arranjos de uma partitura já existente para ser tocada naqueles órgãos, com "Ma Mére L'Oye", de Maurice Ravel.
Na área da dança dois portugueses viram o seu trabalho reconhecido no estrangeiro: o bailarino Miguel Pinheiro, de 17 anos, ganhou o Prémio de Interpretação da 43.ª edição do Prix de Lausanne, na Suíça, um dos concursos de dança mais prestigiados do mundo, e Vasco Wellenkamp recebeu, nos Países Baixos, o Danspublieksprijs, pela sua coreografia do espetáculo "Fado Ritual e Sombras", levado à cena em Portugal e em digressão por aquele país pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, com a participação da fadista Carla Pires.

Fotos: www.dacapo.pt/ voxnostra.blogspot.com/ FMS

 

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Mísia homenageia Amália Rodrigues num duplo CD totalmente dedicado à diva, no qual conta com as participações do ator Rogério Samora e das cantoras Maria Bethânia e Martirio.

Mísia afirmou à Lusa que este era “um projeto que há muito tempo tinha em mente”, tendo referido que fez um “caminho inverso ao que se costuma fazer, que é começar cantando temas da Amália”, apesar de “pontualmente ter cantado” e gravado temas da fadista, como “Lágrima” ou “Fado do ciúme”.
O álbum é apresentado como um tributo a Amália, cujo “contributo enorme para o fado podia ter ficado mais claro, quando foi declarado Património Imaterial e da Humanidade”, afirmou.
“A verdade é que eu achei, quando o fado foi declarado Património Imaterial da Humanidade, que o contributo enorme de Amália não ficou claro, e podia ter ficado. Amália não precisa que ninguém a defenda, mas eu senti necessidade de fazer este duplo CD”, disse Mísia à Lusa, citada pela Rádio Renascença.
O álbum intitulado "Para Amália", editado pela Warner Music, divide-se em dois CD, um apresenta-se “mais profundo, tem mais gravidade, tem mais peso filosófico, pois canta a vida e a morte”, e o outro, “mais solar”, inclui poemas de tributo à criadora de “Povo que lavas no rio”, de autoria da própria Mísia, de Amélia Muge, Mário Cláudio e Tiago Torres da Silva.
“No início da minha carreira, achei melhor não me aproximar [do repertório] de Amália, que, tal como Edith Piaf ou Billie Holiday, tem territórios que são delas. E, agora, senti que estava mais preparada, que anteriormente, para saber construir um repertório que fosse ‘amaliano’, mas pegando nos temas que fossem de raiz, especialmente os poemas que Amália escreveu, que são muito importantes”, afirmou Mísia.
Um CD, o que a fadista qualifica de “mais profundo” é composto por nove fados do repertório de Amália, entre eles “Amor sem casa”, que conta com a participação do ator Rogério Samora, “Tive um coração, perdi-o”, “Prece”, “Romance”, “Vagamundo” e “Rasga o passado”.
O CD “mais solar” inclui as participações especiais de Maria Bethânia, com quem Mísia interpreta “Amália sempre e agora”, e Martirio, com quem partilha a interpretação de “María la portuguesa”, um tema de Carlos Cano, que o gravou com Amália.
Este CD inclui ainda um tema de folclore, “Rosinha da serra d’Arga”, e quatro inéditos inspirados em Amália, e que “é uma maneira de continuar a escrever a biografia da Amália”.
Os inéditos são “Amália sempre e agora”, “Madrinha de nossas vidas”, “Uma lágrima por engano” e “Amália que não existo”.
O alinhamento deste CD inclui ainda dois temas do repertório amaliano: “À janela do meu peito” e “Fado Amália”.
Referindo-se às escolhas dos temas de Amália, Mísia afirmou não são apenas as coisas de que mais gosta, pois prefere a Amália ao piano, a que “canta os grandes sentimentos da alma humana e da nossa fragilidade”, mas não quis fazer apenas um álbum exclusivamente com os seus temas favoritos, daí ter selecionado um tema de folclore e “À Janela do meu peito”, de Alberto Janes, para dar uma perspetiva do repertório de Amália Rodrigues (1920-1999).
Mísia que se aproximou do repertório de Amália, não para se aproveitar nem “para a imitar”, mas antes para o retomar “com respeito e amor”.

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