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O historiador Vítor Pavão dos Santos recebe no próximo dia 06 de outubro o Prémio Amália que, este ano, pela primeira vez, é atribuído a uma só personalidade. Por decisão da Fundação Amália Rodrigues (FAR), que instituiu o galardão, este passa apenas a distinguir, anualmente, "uma personalidade ou entidade, nacional ou internacional, que tenha desenvolvido ou esteja a desenvolver, um trabalho ímpar na área cultural e artística", explicou à imprensa o músico Paulo Valentim, do conselho de administração da Fundação Amália Rodrigues.

Com esta medida o conselho de administração da FAR decidiu extinguir todas as categorias dos Prémios Amália Rodrigues, que existiam desde 2005, e atribuir apenas um prémio que “represente a dimensão única da Amália, que era uma mulher do mundo”, acrescentou o responsável. 

O prémio é atribuído no decorrer da X Gala Amália que se realiza no dia 06 no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, e na qual participam os fadistas Tânia Oleiro e Ricardo Ribeiro, que recebeu em edições anterioreres os prémios Revelação e Melhor Intérprete.
Segundo comunicado da FAR, "pela primeira vez, a receita do espectáculo será integralmente entregue a instituições de solidariedade social como sempre foi o desejo da cantora".
O júri do gardão, a que presidiu Elísio Summavielle, ex-dirtetor-geral do Património Cultural, destacou o “extraordinário papel” do antigo diretor do Museu do Teatro na divulgação da carreira de Amália, tendo sido o seu primeiro biógrafo.
Referem ainda os jurados, que a Amália Rodrigues, "devotou" Vítor Pavão dos Santos "toda a sua admiração e colocou grande empenho, pessoal e profissional, na divulgação e estudo da sua carreira"
Este ano Pavão dos Santos publicou outra obra incontornável para o conhecimento da carreira de Amália, “O fado da tua voz – Amália e os poetas", na qual, como afirma a FAR reuniu "toda a poesia em língua portuguesa cantada por Amália Rodrigues e na qual até se incluem poemas de fados que permanecem inéditos".
O percurso de Pavão dos Santos é vasto e marcado pelo pioneirismo, refira-se o facto de ter publicado o primeiro ensaio sobre teatro da revista, “A revista à portuguesa” (1978), ter pugnado pela fundação do Museu Nacional do Teatro, do qual foi o primeiro diretor, e, com Natália Correia Guedes esteve na génese do Museu Nacional do Traje, realça o juri.
Além de Elísio Summavielle, o júri foi constituído pelos fadistas Maria Amélia Proença e Rodrigo, ambos distinguidos em edições anteriores com o Prémio Amália Carreira, a cantora Simone de Oliveira, uma das personalidades escolhidas por Amália para participar no Festival da Canção do Rio de Janeiro e atuar no Olympya, em Paris, na década de 1960, e o jornalista Nuno Lopes, autor, entre outros, do livro/CD "Fado sempre, ontem, hoje e amanhã".
Vítor Pavão dos Santos é licenciado em História, na variante de Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e um dos seus primeiros ensaios, como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian, foi uma obra, em dois volumes, sobre as Visitações da Ordem de Santiago (séculos XV e XVI).
Os Prémios Amália foram criados em 2005, pela Fundação Amália Rodrigues, instituída por vontade testamentária da fadista, falecida em outubro de 1999. Os galardões tinham como objetivo distinguir anualmente artistas de grande valor, reconhecendo e estimulando novos talentos.
A propósito da decisão de atribuir apenas um galardão, Paulo Valentim explicou à imprensa que sob o renovado nome de “Prémio Amália”, o galardão é atribuído "a alguém que faça algo novo ou de muito valor".

Foto: JN/FMS

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 Manuel Fernandes atua extraconcurso no Festival da Canção Latina,

em Génova, em 1955. 

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) realça na sua mensagem do Dia Mundial da Música - 01 de outubro - a atividade dos músicos na promoção de Portugal e o papel do Fundo Cultural da associação da cópia privada na edição discográfica.

É importante recordar que, nestes anos de crise, tem sido, em boa parte, a atividade dos músicos, em termos criativos e interpretativos, a promover o nome de Portugal e a mostrar que, por grandes que sejam as carências e a falta de meios financeiros, o talento nunca se deixa silenciar quando há emoções, sentimentos e ideias para partilhar e projetar para o mundo”, lê-se na mensagem, cita o Notícias ao Minuto.
Este ano, a SPA não assinala a efémeride com a mensagem de um autor português com obra musical produzida, como sucedeu em edições anteriores.
No texto, a cooperativa dos autores sublinha que “as verbas provenientes do Fundo Cultural da Associação de Gestão da Cópia Privada (AGECOP), [da qual faz parte a SPA], têm permitido viabilizar a edição de discos que, de outro modo, em agudo contexto de crise, nunca seriam gravados”.
“Em pouco mais de quatro anos foram apoiados mais de 100 projetos, maioritariamente da área musical, com natural impacto na nossa vida cultural e artística”, afirma a SPA.
Na mensagem, a SPA saúda com “muita estima e apreço os milhares de autores portugueses que, apesar da dimensão da crise, continuam a realizar a sua obra, a gravar discos e a fazer concertos e recitais”.
A cooperativa salienta que “a situação que o país enfrenta em nada favorece o prosseguimento confiante e saudável dessa atividade, que tanto nos engrandece e dignifica, em Portugal e no estrangeiro”.
Referindo-se ao período eleitoral em curso, “a SPA formula votos no sentido de que o Governo resultante do ato eleitoral de 04 de outubro crie condições mais favoráveis para que os autores portugueses em geral e os da música neste caso particular possam criar livremente o seu trabalho, continuando a ver na SPA a única estrutura que verdadeiramente os representa e defende”.
Segundo a cooperativa, atualmente liderada pelo poeta e músico José Jorge Letria, o Dia Mundial da Música “é, para muitos, um dia de sofrimento por pensarem no que gostariam de ter feito e que não conseguiram concretizar, mas pode ser também um dia de esperança por celebrar a criatividade de quem não se deixa derrotar pela adversidade e pela escassez de meios, acreditando que melhores dias hão de vir, num país que, historicamente, tanto deve aos seus autores e aos da área musical em especial”.

 

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No Festival da Canção Latina, Maria de Lourdes Resende, com "Alcobaça" venceu o prémio para a Melhor Canção Regional,

e Guilherme Kjolner, também com uma canção de Belo Marques, ganhou o 1.º lugar absoluto.

Foto: AP/FMS

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