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Dois inéditos de Amália Rodrigues, “O carapau e a sardinha” e “Malhão das pulgas”, fazem parte da antologia “Fado & Sardinhas”, editada pela CNM, que totaliza 40 temas, por nomes como Hermínia Silva e Fernanda Maria.
Os dois inéditos de Amália foram gravados em 1981, nos estúdios Valentim de Carvalho, por Hugo Ribeiro, com José Fontes Rocha, na guitarra portuguesa, num dos temas, e Jorge Fernando, à viola, nos dois.
Em 2011 os dois temas foram regravados, misturados e remasterizados nos estúdios Pé de Vento, por Fernando Nunes, com produção de Jorge Fernando, incluindo a guitarra portuguesa por Custódio Castelo, outra viola por Jorge Fernando, e contrabaixo por Gustavo Roriz.
“O carapau e a sardinha” é de autoria da própria Amália, em parceria com António Pinho e Nuno Rodrigues, que assinam “Malhão das pulgas”, tema que, mais tarde, foi popularizado por Tonicha.
A antologia inclui, entre outros, uma gravação de Heitor de Vilhena, o fundador da Casa da Mariquinhas, em 1968, no Porto, que interpreta a “Lenda de Ofir” (Hélio Costa Ferreira/José António Sabrosa).
Dos 40 temas há apenas um fado interpretado por mais do que um intérprete, “Leilão da casa da Mariquinhas” (José Linhares Barbosa/Fado Corrido), por Manuel Domingos, distinguido com o Prémio Amália Fado Amador, em 2006, Henrique Silva e Rodrigo, que recebeu, em 2012, o Prémio Amália Carreira, e fez parte, este ano, do júri deste galardão.
Do elenco de fadistas fazem parte nomes como Argentina Santos, Beatriz da Conceição, Fernanda Maria, Maria Teresa de Noronha, João Ferreira-Rosa, Alfredo Marceneiro, Fernando Maurício e Tristão da Silva, entre outros.
A antologia, editada pela Companhia Nacional de Música (CNM), inclui ainda fadistas como Maria da Fé, Ricardo Ribeiro, Gonçalo Salgueiro, André Baptista, Patrícia Rodrigues ou Maria Ana Bobone.
Amália Rodrigues e Rodrigo são os únicos nomes que bisam a presença. Rodrigo canta “Bairro Alto” (Carlos Simões Neves e Francisco Carvalhinho) e participa na interpretação de “Leilão da casa da Mariquinhas”.

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Manuel Fernandes acompanhado por Jorge Fontes e José Maria Nóbrega

 

O psicólogo e investigador Gonçalo Barradas, que apresentou o primeiro estudo psicológico sobre as emoções evocadas pelo fado em Genebra, disse à Lusa que este género musical contribui para o bem-estar subjetivo dos seus ouvintes, noticiou o ionline.
Gonçalo Barradas apresentou este estudo, que é o primeiro no âmbito da psicologia a "explorar os mecanismos psicológicos subjacentes às emoções evocados pelo Fado", no decorrer da IV Conferência Internacional sobre Música e Emoções, em Genebra, na Suíça.
Os resultados preliminares do estudo apontam para o facto de que "ouvir Fado, nos ambientes e modos em que hoje é interpretado, contribui para o bem-estar subjetivo dos seus ouvintes", como adiantou à Lusa Gonçalo Barradas, doutorando na Universidade de Uppsala, na Suécia.
"Este é o primeiro estudo no âmbito da psicologia que explora os mecanismos psicológicos subjacentes às emoções evocados pelo Fado, nomeadamente a nostalgia e a tristeza", enfatizou.
"Os resultados sugerem que o Fado induz principalmente nostalgia e tristeza. Outras emoções, como a alegria, são sentidas/evocadas com menor frequência. As emoções referidas são mediadas principalmente por memórias episódicas, contágio emocional e julgamento estético", explicou.
Segundo o investigador, "a nostalgia reforça o bem-estar subjetivo dos ouvintes no sentido em que fortalece o sentido de comunidade e permite a reflexão em aspetos pessoais do passado, enquanto a tristeza é regulada principalmente por experiências catárticas, como o ato de chorar e consequente bem-estar".
A nostalgia foi também "associada com as memórias negativas dos ouvintes, que são importantes para o crescimento pessoal, e uma forma de evitar os erros do passado, enquanto a tristeza se associou aos aspetos melódicos do Fado, contribuindo principalmente para que o ouvinte encontre rapidamente uma emoção que condiz com o seu estado de humor, regulando assim o seu bem-estar".
Por outro lado, adiantou o investigador, "o julgamento estético das características do Fado no seu contexto natural, está associado à mensagem transmitida, à expressividade do/a fadista e dos músicos, à sua destreza/habilidade e à proximidade estabelecida".
Para realizar esta investigação, Gonçalo Barradas esteve dois meses em Portugal, onde registou 34 entrevistas a ouvintes de fado. Analisou o seu conteúdo, tendo sido este "codificado em categorias".
"Uma abordagem qualitativa permitiu analisar a forma como a interação entre lugares, música e ouvintes contribui para a ativação de mecanismos e emoções específicas, e as consequências para o bem-estar subjetivo dos ouvintes".
Segundo o investigador, pesquisas recentes fornecem uma explicação de como os mecanismos psicológicos subjacentes à música mediam a indução de emoções nos ouvintes, advertindo que, tendo em conta que "algumas culturas, como a portuguesa, são mais frequentemente expostas a certas características musicais e ambientes, pode-se esperar que estes desencadeiem mecanismos e emoções que servem funções de uma forma parcialmente cultural".
Quanto às características mais marcantes para a qual a música contribui para o bem-estar subjetivo do ouvinte, estas "envolvem a melodia das guitarras, a mensagem, e o desempenho do/a fadista, enquanto a proximidade entre ouvintes e intérpretes e o ambiente criado na tasca ou Casa de Fados foram os aspetos mais relevantes reportados sobre o lugar".
"A exposição a determinados ambientes onde a partilha de emoções é favorecida, parece ser determinante para o desencadear de memórias, favorecendo a regulação das emoções evocadas", não sendo alheio "o contágio emocional proporcionado pelas guitarras [que] permite a catarse de emoções mais negativas que acumulamos ao longo da vida".

Foto:FMS

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