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As obras de requalificação da Catedral de Beja, que estava numa "situação de grande degradação", deverão terminar em outubro deste ano, após um investimento de 1,5 milhões de euros, noticiou a imprensa.

A empreitada, que "era urgente, é estratégica e vem colmatar uma grande lacuna", começou em novembro do ano passado e deverá terminar a 30 de outubro deste ano, disse Lusa o diretor do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, José António Falcão, citado pelo Notícias ao Minuto.
Segundo o responsável, a catedral, que é "o coração da Diocese de Beja, uma das igrejas mais antigas e uma referência fundamental para a história da cidade e do Baixo Alentejo", estava "numa situação periclitante e de grande degradação e havia o risco de colapso da torre sineira e problemas graves no edifício, sobretudo ao nível das abobadas das três naves".
Através da intervenção, estão a ser recuperadas estruturas essenciais da catedral, como coberturas, a torre sineira, as naves e a capela-mor, e um conjunto de elementos que estavam "muito degradados e dificultavam a utilização da igreja", explicou, referindo que "em determinados setores chovia praticamente como na rua".
A obra vai permitir "criar melhores condições para o funcionamento litúrgico da catedral e o acolhimento de visitantes", nomeadamente ao possibilitar o acesso a zonas que "tinham um acesso impossível ou perigoso, como é o caso do terraço, junto à cabeceira do edifício e que é um ponto de observação privilegiado sobre a zona urbana envolvente e a paisagem que se desfruta a partir da cidade", explicou.
Após a intervenção, o edifício vai ficar dotado de um tesouro, ou seja, um espaço museológico, onde irá ser apresentado em "condições condignas" o acervo artístico "muito significativo" da catedral, que inclui "um conjunto importantíssimo de obras de arte" e sobre o qual a Diocese de Beja tem "uma responsabilidade nacional", referiu.
A catedral, que "tem muito interesse no Caminho de Santiago", porque está na Paróquia de Santiago Maior, a qual "era particularmente procurada pelos peregrinos", "passa a ser um ponto de apoio muito importante" para os que atualmente peregrinam, frisou.
Segundo José António Falcão, as obras já permitiram "algumas descobertas de índole patrimonial", como um conjunto de esboços na parede de uma das capelas laterais que terão sido desenhados por Manuel João da Fonseca, que era o entalhador do Rei e provavelmente o melhor entalhador português da época.
"O aparecimento dos desenhos é realmente interessante", porque este tipo de esboços desenhados na parede "não são frequentes", disse, mostrando-se "convicto de que foram feitos por Manuel João da Fonseca para exemplificar o que depois iria ser construído ali na segunda metade do século XVII".
A intervenção permitiu também localizar um conjunto de enterramentos no interior da igreja, que "vieram dar mais informação histórica sobre a evolução do edifício", frisou.
A intervenção, promovida pela Associação Portas do Território, que reúne a Diocese, a Câmara e a Santa Casa da Misericórdia de Beja, implica um investimento de 1,5 milhões de euros, dos quais 1.038 mil euros são financiados por fundos comunitários e os restantes pela Diocese de Beja e pela Paróquia de Santiago Maior.

Foto: DPHADB/FMS

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