Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




18585534_c9ryw.jpg

Mais de 8.000 pessoas assistiram ao Festival Terras sem Sombra, que termina no próximo fim de semana, em Sines, e que contou ainda com 1.063 voluntários e alguns músicos, participantes em ações “probiodiversidade”, divulgou a organização.

O Festival, ao qual assistiram 8.258 pessoas, é organizado pela Diocese de Beja, e encerra, no domingo, dia 05 de julho, com um almoço em Sines, pelo “chef” espanhol César Martín, que apresenta uma ementa que “vai revisitar o peixe, o marisco, o pão, o azeite, a flor de sal, o queijo, as ervas aromáticas, o medronho e mel do Alentejo, interpretando-os à luz da sua própria maneira de entender Portugal”, disse a mesma fonte, citada pelo Notícias ao Minuto.
A ementa do almoço, que o “chef” vai executar, num restaurante em frente à praia de São Torpes, “lugar mítico do Caminho de Santiago”, é constituída por “Pintada de escabeche”, “Paté do campo”, “Tártaro de peixe azul do Atlântico”, “Bacalhau com creme de alho negro, verduras e azeite de baunilha”, “Porco preto confitado com ‘parmentier’ de batata e laranja”.
Do repasto consta ainda uma seleção de queijos - dois alentejanos, um espanhol e um francês -, “para que se reconheçam as diferenças entre eles”, e, como sobremesa, “Bosque guloso” e “Lakasito”, segundo a mesma fonte.
“O convite a César Martín, 'chef’ do mais reputado e premiado restaurante madrileno, o Lakasa, tem como intuito, que este seja o embaixador do Alentejo na capital espanhola”, disse à Lusa fonte da organização, citada pelo Notícias ao Minuto.
A integração da gastronomia na programação do Festival justifica-se no intuito da “internacionalização do pecúlio de saberes e sabores da dieta alentejana”.
"O Alentejo é um território de charneira entre o Atlântico e o Mediterrâneo, que se caracteriza por oferecer uma síntese da geografia e da história das duas macrorregiões, traduzida num conjunto de produtos de excelência, ainda não contaminados pela mecanização”, acrescentou.
“O Festival Terras sem Sombra, que une a música sacra ao património e à salvaguarda da biodiversidade, tem dado a conhecer as raízes tradicionais desta peculiar fileira, em que a alimentação assume especial protagonismo, destacando-se pela sua perfeita adaptação ao meio ambiente”, explicou a mesma fonte.
“Comer, no Alentejo, é, acima de tudo, uma manifestação do ‘património do tempo’, unindo ao gosto de interação com os outros uma experiência cultural, passaporte para um estilo de vida que afina pela qualidade, sendo os tesouros da gastronomia, parcela fundamental da identidade da região”, realçou.
Cesar Martín é um ‘chef’ com "uma vasta experiência, desde os seus estudos na escola de hotelaria, em Madrid, em 1989, tendo passado por restaurantes de referência como o Maple ou Balzac”, segundo a mesma fonte. Em 1996, abriu seu próprio restaurante, La Abacería, e há cerca de quatro anos está à frente do Lakasa.
“Cozinheiro de mercado, refinadamente simples, César Martín é um mágico na preparação dos produtos de temporada, combinando-os com arte e com respeito pela tradição peninsular, o que lhe tem granjeado as melhores críticas na imprensa da especialidade do país vizinho”, disse José António Falcão, diretor geral do Festival.

700px_e558a9fe634ac6553142.jpg

 

O Festival, sob a direção artística de Juan Ángel Vela del Campo, abriu em março, em Almodôvar, com a atuação dos Schola Antiqua e a realização de uma ação de biodiversidade na ribeira do Vascão. Até 20 junho, quando cumpriu o seu último concerto, em Beja, o Festival passou por Odemira, Sines, Santiago do Cacém, Grândola, Castro Verde e Moura.
Do cartaz, fizeram parte, entre outros, a Orquestra do Norte, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, o guitarrista António Chainho, a soprano Cristiana Oliveira, o grupo I Turchini, a Capilla Santa María e o tenor Pino De Vittorio.

Foto: DPHA/Diocese de Beja/FMS

Autoria e outros dados (tags, etc)

1300537459_740215_0000000000_noticia_normal.jpg

O Prémio Internacional Terras sem Sombra distingue, este ano, o musicólogo Ismael Fernández de la Cuesta, na área da Música, o Centro Nacional de Cultura, em Património, e o programa World Wide Fund for Nature-Mediterrâneo, em Biodiversidade.

Os prémios são entregues no dia 04 de julho, em Sines, no Centro de Artes, pelo duque de Noto, Dom Pedro de Borbón-Duas Sicílias, chefe da Casa Real das Duas Sicílias, anunciou a diocese de Beja, que organiza o Festival Terras sem Sombra desde 2003, no âmbito do qual este galardão foi instituído em 2011.
Ex-diretor da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, em Espanha, Fernández de la Cuesta é musicólogo e “intérprete reconhecido internacionalmente, com bibliografia extensa, em particular sobre o canto gregoriano e a música medieval”, disse à Lusa o diretor-geral do Festival, José António Falcão, citado pelo Porto Canal.
O percurso do músico, de 75 anos, é vasto. Foi diretor do Coro de Monjes de Santo Domingo de Silos (1964-1973), fundador e diretor do Coro de Canto Gregoriano – The Gregorian Chant Choir of Spain, “com o qual realizou concertos nos principais recintos especializados do mundo, difundiu o canto gregoriano em todos os continentes através dos seus registos discográficos”.
Obteve o Grand Prix Charles Cros em 1972, pelo disco “Las mejores obras de Canto Gregoriano”, recebeu o Great Award of the Festival of the Fines Arts, de Tóquio, em 1974, pelo álbum “Tomás Luis de Victoria, Hebdomada Sancta”, entre outros prémios.
“Em 2007 Fernández de la Cuesta foi alvo de uma homenagem científico-musical por destacados musicólogos e especialistas, cujas comunicações foram publicadas em dois volumes, sob a direção de Robert Stevenson, pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos”.
O distinguido é especialista em canto gregoriano, doutorado em Teologia pela Universidade Católica de Angers, em França, foi, até 2011, catedrático de Gregoriano no Real Conservatório Superior de Música de Madrid, e presidiu à Sociedade Espanhola de Musicologia, da qual é membro perpétuo. Em 1980 publicou a obra completa dos trovadores occitanos, “Las cançons dels trobadors”.
O júri “deliberou por unanimidade” entregar o Prémio na área do Património ao Centro Nacional de Cultura (CNC), que celebra 70 anos, “considerando os muito notáveis serviços prestados à causa patrimonial, no país e no estrangeiro”, disse José António Falcão.
Em relação ao CNC, o júri afirma tratar-se de “um espaço de encontro e de diálogo entre os diversos setores políticos e ideológicos, tendo em vista a defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar, que, desde o 25 de Abril de 1974, se tem esforçado por transmitir uma noção de cultura sem fronteiras, quer disciplinares, quer geográficas”.
O World Wide Fund for Nature (WWF), distinguido na área da Biodiversidade, é uma organização não-governamental, fundada em 1961, em Morges, na Suíça.
Em Portugal, o WWF intervém desde 1995, tendo estado envolvido na constituição do Parque Natural do Vale do Guadiana. Em 1999, lançou a iniciativa “Um cordão verde para o sul de Portugal”, um “projeto de referência na área da conservação de ecossistemas prioritários”, segundo a mesma fonte.
Em 2004, no âmbito do Programa Sobreiro, que visa a proteção, recuperação e gestão dos montados de sobreiro no Mediterrâneo, o WWF constituiu uma equipa permanente para Portugal.
“Em 2006, o WWF Portugal promoveu a Conselho de Gestão Florestal, no âmbito do Forest Stewardship Council, e, em 2008, lançou a Rede Ibérica de Comércio Florestal juntamente com o WWF Espanha; no ano seguinte, alargou o âmbito da sua ação ao binómio Alterações Climáticas e Água, tendo em vista uma maior intervenção sobre a sociedade portuguesa nos temas prioritários para a organização”, afirmou a mesma fonte.

Foto: El Pais/FMS

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pág. 9/9



Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter