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PinaMartinsBibliot_MarciaLessa.jpgAlguns livros únicos no mundo, que pertenceram à "extraordinária biblioteca" do filólogo José de Pina Martins, falecido em 2010, estão em exposição no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A exposição, que estará patente téa 24 de maio, na galeria de exposições temporárias do Museu Gulbenkian, reúne mais de 1.000 exemplares, entre eles um livro único no mundo, do poeta espanhol Garcilaso de la Vega (1501-1536), editado em 1587, em Lisboa, disse Vanda Anastácio, curadora da exposição.
O centro da exposição tenta recriar uma “geografia imaginária” de Pina Martins, segundo um desenho autógrafo.
“No desenho, ele demonstra com uma determinada geografia, como entendia que se deviam arrumar os livros e como os tinha, por exemplo, humanistas do sul da Europa, todos juntos, e os do norte da Europa, noutras estantes”, contou Vanda Anastácio, que é professora de Literatura, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
“Muito interessado na imagem e na relação desta com o texto, Pina Martins colecionou também várias gravuras, de que se expõe uma pequena parte na exposição, representando alguns os seus humanistas de eleição como Petrarca, Sá de Miranda, Dante, Erasmo de Roterdão e Thomas More”, disse Vanda Anastácio.
“A exposição está organizada de maneira a criar a ideia, a quem entra, que de facto está a entrar numa biblioteca”, adiantou Vanda Martins.
“Cada obra está acompanhada por comentários do próprio Pina Martins, que conta como a adquiriu e o que lhe interessou nela”, acrescentou.
Entre outros exemplares, a catedrática de Literatura citou a “rara primeira edição”, das Obras Completas de Sá de Miranda (1585), poeta que introduziu a forma poética do soneto em Portugal.
De Camões, de quem Pina Martins “tinha todas as edições comentadas d’'Os Lusíadas'”, estará patente, na mostra, uma edição deste poema épico, datada de 1613, comentada pelo compositor Manuel Correia.
Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian refere-se ao espólio bibliográfico como uma “extraordinária biblioteca”.
“Ao longo da sua vida, José de Pina Martins formou uma das mais valiosas bibliotecas particulares especializadas de que há notícia”, afirma a FCG.
“Nessa sua apaixonante procura, quando encontrava um livro raro destinado à sua biblioteca, costumava comentar: ‘Os objetos procuram aqueles que os amam’”, afirma a FCG, sublinhando a dedicação do investigador aos livros.
“Pina Martins amou tudo nos livros: o papel, a técnica da impressão, as ilustrações, a encadernação. E foi com esse espírito que escolheu, para cada volume da sua coleção, a encadernação mais adequada, o estojo mais apropriado, a caixa melhor adaptada à sua conservação”, realça a FCG.
A coleção de Pina Martins foi vendida pela família, após a sua morte, ao Banco Espírito Santo, e pertence atualmente ao Novo Banco.
José Vitorino de Pina Martins começou a publicar em 1960, sendo autor de mais de duas centenas de estudos históricos e bibliográficos em português, francês, italiano e inglês. Pina Martins assinou ainda títulos de ficção e memórias.
Investigador do Renascimento, nascido em Penalva do Alva, no concelho de Oliveira do Hospital, Pina Martins referia-se à sua biblioteca, como “de Estudos Humanísticos”, por reunir “inúmeras obras que marcaram o Humanismo cristão do Renascimento, muitas em latim e grego, algumas demasiado raras para poderem ser manuseadas”, segundo a mesma fonte.
Afirma a FCG que cada obra que Pina Martins salvaguardou, “desempenhou um papel de relevo na História do pensamento ocidental, contribuindo para o desenvolvimento da ciência, da cultura e do conhecimento”.
José de Pina Martins foi diretor do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, também do Serviço de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo, entre outros cargos, presidido à Academia das Ciências de Lisboa.

Foto:Marcia Lessa/FMS

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Ricardo Ribeiro. 

 

O mote do 3.º Meeting Lisboa, que começa no dia 27 ao final da tarde, é “Se a felicidade não existe, então o que é a vida?”, e irá decorrer até domingo, no Centro Cultural de Belém (CCB).

“São histórias de homens e mulheres que vivem na certeza da felicidade, que queremos propor no Meeting Lisboa, através de exposições, encontros e concertos”, afirma a organização em comunicado enviado à Lusa, noticia o Porto Canal.
A abertura do encontro, que decorre numa tenda no CCB, em Lisboa, é na sexta-feira, às 19:30, com um debate moderado pela jornalista Aura Miguel, entre o ex-ministro para as Minorias Religiosas do Paquistão Paul Bhatti e o padre David Barbosa, da Fundação Ajuda Igreja que Sofre.
A este debate, segue-se, às 22:00, uma palestra pelo musicólogo Rui Vieira Nery, intitulada "Trago fado nos sentidos", um verso de Amália Rodrigues, seguindo-se uma “noite de fados", com a participação de Ricardo Ribeiro, António Moniz Pereira, António de Noronha, Carlos Guedes de Amorim, Manuel Marçal, Margarida de Noronha, Maria da Graça de Noronha, Matilde Cid, Teresa Siqueira e Rui Neiva Correia, acompanhados por Paulo Parreira, guitarra, e Rogério Ferreira, viola.
A questão que serve de mote ao encontro - “Se a felicidade não existe, então o que é a vida?” - foi colocada pelo filósofo e poeta Giacomo Leopardi, numa carta escrita ao seu amigo Jacopensen e, segundo a organização, pretende-se reunir várias personalidades para debater o propósito da felicidade na atualidade.
“Nos dias de hoje, neste mundo em tão rápida mudança, nem sempre é óbvio que 'é possível ser feliz'. Tantas vezes o homem perde a confiança necessária para reconhecer o que é positivo ou permite ser realmente feliz. No meio de tantas distrações, da dimensão inevitável da dor, do limite, do sacrifício, da impotência terá o homem em si próprio tudo o que permite responder afirmativamente ao apelo da felicidade?”, afirma a organização em comunicado enviado à Lusa.
Ao longo do encontro estão previstas as participações, entre outros, do engenheiro aeroespacial e investigador Francisco Vilhena da Cunha, do jornalista José Manuel Fernandes, da ginecologista Valentina Dória, do diretor da revista Tracce, Davide Perillo, do músico Miguel Araújo, da crítica de arte Luísa Soares de Oliveira, do artista plástico Pedro Calapez, do historiador de ciência Henrique Leitão, distinguido no ano passado com o Prémio Pessoa, e do escritor Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio LeYa, também em 2014.
“Só pode viver a experiência da felicidade o Homem que reconhece a necessidade de que é feito o seu coração, cheio de desejo de infinito e plenitude. Isto é, o Homem que age para viver para sempre”, afirma a Associação Cultural Meeting Lisboa, que organiza o encontro.
Para esta associação “aquele Homem que, desde o instante em que toca o despertador e decide ir trabalhar, ou fica em casa a cuidar dos filhos, ou prossegue no seu projeto de investigação sem desistir, em todo o seu agir, em cada circunstância, rasga o horizonte e vê mais além e diz ‘é possível ser feliz’”. 

Foto: FMS

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