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Um documentário sobre o músico Joel Pina, de 94 anos, viola baixo que acompanhou, entre outros, Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha e Frei Hermano da Câmara, estreia no dia 05 de novembro no Museu do Fado.

O músico, que começou por tocar guitarra portuguesa e bandolim, é um dos pioneiros da introdução da viola baixo no fado, por iniciativa de Martinho d’Assunção, de quem era aluno.

Numa entrevista à Lusa, citada pelo Observador, o músico contou que, muitas vezes, no meio fadista, se referiam à viola baixo, como “o frigorífico”, dado o seu tamanho.

Joel Pina fez parte do Conjunto de Guitarras de Martinho d’Assunção, assim como do de Raul Nery e, durante 38 anos, até à morte da fadista, acompanhou Amália Rodrigues.

De Amália, afirmou só ter “boas recordações”, acrescentando que “foi única, quer pela voz e interpretação, como a forma de estar no palco e fora dele”. “Sempre educada, delicada e atenciosa”.

O documentário, intitulado “Joel Pina, o professor”, de Ivan Dias, que já realizou outros trabalhos fílmicos sobre o fado, é apresentado dia 05 de novembro, às 19:00, no Museu do Fado, em Lisboa, com a presença do músico e do realizador.

João Borges Pina, de nome de batismo, nasceu na aldeia de Rosmaninhal, no concelho de Idanha-a-Nova, profissionalizou-se em 1949, e ainda hoje toca.

Recentemente, subiu ao palco do Centro Cultural de Belém, para acompanhar Ricardo Ribeiro, a pedido do fadista que assim o quis homenagear.

 

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Joel Pina veio para Lisboa em 1938, tocou em diversas casas de fado, como o Café Luso, a Adega Mesquita, de que guarda memória “dos belos petiscos da Tia Adelina”, e a Adega Machado, onde esteve dez anos.

O Museu do Fado salienta: “São estes 94 anos que contam quase toda a história do Fado. É uma vida que conta muitas vidas e que é um contributo único para percebermos a história do Fado”.

“Tudo isto lhe pertence. A vida deu-lhe o que lhe estava destinado. Como ele próprio costuma dizer, ‘O que é nosso, à mão nos virá ter'”, remata o Museu.

No meio fadista, Joel Pina é tratado respeitosamente por “professor” e acompanhou praticamente todos os fadistas. Entre outros, contam-se Carlos do Carmo, Carlos Zel, João Braga, Fernando Farinha, João Ferreira-Rosa, Teresa Silva Carvalho, Teresa Tarouca, Vicente da Câmara, Fernanda Maria, Celeste Rodrigues, Carlos Ramos, Lenita Gentil, Nuno da Câmara Pereira, Rodrigo, Maria Amélia Proença, Fernando Maurício, José Coelho, Maria da Fé, Tony de Matos, Max e, mais recentemente, Cristina Branco, Joana Amendoeira e Ricardo Ribeiro.

Joel Pina faz parte do grupo de músicos que gravou a série de CD, apenas de guitarradas, "Lisboa Cidade de Fado", da Estoril, etiqueta da Fundação Manuel Simões.  

O seu percurso é reconhecido, Joel Pina foi condecorado com a Medalha de Mérito Cultural em Maio de 1992 pelo Estado português, em 2005, na Gala dos Prémios Amália Rodrigues, recebeu o Prémio para Melhor Viola Baixo no Fado e em 2006, na Grande Noite do Fado, o Prémio Carreira (Instrumentistas). Os quatro elementos do Conjunto de Guitarras de Raul Nery foram homenageados, em 1999, no Museu do Fado, e reconhecidos com a Medalha da Cidade de Lisboa, grau ouro, em 2010.

Fotos: Mural Sonoro/FMS

 

 

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Anita Guerreiro, criadora de êxitos como “Cheira bem, cheira a Lisboa”, é homenageada na segunda-feira, dia 03 de novembro, às 21:00, num espetáculo no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, por ocasião dos 60 anos de carreira.

A fadista afirmou-se “sensibilizada” com a iniciativa do produtor José Carlos Español, e assinalou que também foi homenageada neste mesmo palco, pelos 50 anos de carreira.

Referindo-se à homenagem, afirmou à imprensa: “É um sinal que o público ainda se lembra de mim”, acrescentando que deve à televisão a popularidade que hoje tem junto "de uma faixa mais nova”.

“Quanto à noite de homenagem vou cantar, faço-o todos so dias, ainda não sei bem o quê, mas claro não podem faltar aqueles números em que o público sempre me acompanha como ‘Cheira bem, cheira a Lisboa’ e ‘É festa é festa’”, adiantou.

No espetáculo do São Luiz, entre outros, participam António Rocha, fadista com quem Anita Guerreiro canta diariamente na casa típica Arcadas do Faia, em Lisboa, e ainda Maria Amélia Proença, com mais de 50 anos de carreira, Maria José Valério, Deolinda de Jesus, João Casanova, Maria Mendes, Aida Cardinali, Ana e Fernando Correia Marques.

Entre cantar e atuar, Anita Guerreiro afirmou: "Prefiro ser atriz a cantar, não quero dizer que não goste de cantar e não me empenhe, mas o que mais me satisfaz mesmo é ser atriz".

A fadista estreou-se em fevereiro de 1954 no palco do Teatro Variedades, no Parque Mayer, em Lisboa. "Eu ainda era menor e tive uma autorização especial do coronel Óscar de Freitas para atuar", lembrou.

Anita Guerreiro é o nome artístico de Bebiana Guerreiro, mais tarde Cardinalli, por casamento, Anita foi escolhido pelos produtores de "Comboio das seis e meia", um programa de rádio de grande popularidade nas décadas de 1950 e 1960.

Uma vizinha candidatou-a ao concurso "Tribunal da Canção", desse programa. “Assim que me ouviram levaram-me ao Marques Vidal e nem concorri, cantei logo", recordou à Lusa, cita o iOnline.

A "miúda do Intendente", como foi inicialmente conhecida, começou por atuar numa coletividade. "Mas para lá disso o meu pai não autorizava mais nada, foi uma vizinha minha que me inscreveu no concurso", recordou.

"Eu gostava de cantar, do mundo do espetáculo e o dia em que estreei na revista 'Ó Zé aperta o laço' foi um delírio, era a realização de todos os meus sonhos", disse.

Chegou ao teatro por intermédio de um colega da digressão que fez com o "Comboio das seis e meia" e que era sobrinho da diretora do Teatro Variedades.

O seu primeiro número foi o de "uma moça da província que vinha a Lisboa, para concorrer a um concurso de fados, quase a minha história".

Deu-se bem em representar e acabou por ficar, associando-se a sucessos do teatro de revista: "tive sempre grandes êxitos no palco, graças a excelentes números, que ninguém, nem eu voltarei a fazer".

O seu primeiro êxito foi com um fado de Francisco Radamanto, "Tia Anica", referindo-se ao envio de soldados para a então Índia Portuguesa.

"Não houve sítio em Portugal onde eu não fosse, havia sempre uma mãe, uma irmã ou uma mulher que me pedia para cantar a 'Tia Anica'", recordou.

Este êxito e outros foram pela primeira vez gravados na Estoril Discos, de Manuel Simões, que até ao fim da sua vida manteve uma estimada relação de amizade com Anita Guerreiro.

Em princípios da década de 1970, César Oliveira e Carlos Dias assinaram outro grande êxito: "Cheira bem, cheira a Lisboa".

"O maestro Carlos Dias já tinha a música feita, mas não havia letra e, certa manhã o César de Oliveira, ao passar nas Portas de Santo Antão, junto da Pastelaria Castanheira, ouviu um rapaz dizer para outro 'Cheira bem, cheira a Lisboa' e teve um clique e fez essa canção".

Anita Guerreiro fez parte de 50 revistas, de que destaca quatro realizadas no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, "Fonte Luminosa", "Cidade Maravilhosa", "Mulheres de Sonho" e "Há Festa no Coliseu".

Em 1970 recebeu o Prémio Estevão Amarante relativo à temporada de 1969/70, pela sua atuação nas revistas "Peço a palavra" e "Prato do dia", tendo também recebido uma Guitarra de Ouro, em Angola, onde chegou a residir.

Depois de uma estada nos Estados Unidos, em finais da década de 1970, onde recebeu dois "Oscar" de popularidade pela comunidade portuguesa, em Newark, regressou a Portugal em 1982 integrando o elenco da revista "Há mas são verdes", onde criou os fados "Hermínia de Lisboa" e "Calçadinha à portuguesa", que ainda hoje lhe pedem para cantar.

O presidente da Câmara de Lisboa, João Soares, entregou-lhe o Pelourinho da Cidade, distinção só entregue a Chefes de Estado, mas nas palavras do ex-autarca "Anita Guerreiro personifica a Cidade de Lisboa".

Anita Guerreiro considera que teve a sorte de "iniciar a carreira numa altura de "grande criatividade, não só em Portugal como no mundo".

"Excelentes autores e músicos que havia e nos davam esses grandes êxitos", rematou.

Recordou as digressões que fez "muitas vezes atuando em cima de uma camioneta, com dois focos e mais nada, nem microfones, nem quaisquer condições acústicas".

 

 

 

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