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O Dia Mundial da Música, assinalado no dia 01 de outubro, é celebrado no Museu da Música em Lisboa, com diversas atividades, nomeadamente um concerto às 18:00 com o violoncelo Stradivarius do Rei D. Luís, por Pavel Gomziakov.
O violoncelista Pavel Gomziakov interpretará peças de Johann Sebastian Bach, Franz Liszt e César Franck, acompanhado pela pianista Jill Lawson.
O violoncelo Stradivarius é datado de 1725 e está classificado como “Tesouro Nacional”. O instrumento pertenceu ao Rei D. Luís (1838-1889), que tocava violoncelo, e é o único instrumento com a assinatura do construtor Antonio Stradivari existente em Portugal, tendo sido também conhecido por “Violoncelo Chevillard”, por ter pertencido ao violoncelista belga Pierre Chevillard (1811-1877).
Este instrumento tem “a famosa forma ‘B’, a mais célebre entre as diferentes utilizadas por Antonio Stradivari, utilizada de 1707 a 1726, o período de ouro do construtor” de Cremona, na Itália, noticiou a Lusa que cita fonte do Museu.
O violoncelista russo Pavel Gomziakov, de 39 anos, gravou com a pianista Maria João Pires obras de Fréderic Chopin, álbum que valeu uma nomeação aos Prémios Grammy, em 2009. Os dois músicos tocaram juntos em vários palcos europeus, nomeadamente no Theatre des Champs-Elysées, em Paris, no Victoria Hall, em Genebra, no Teatro Real, em Madrid, na Köln Philharmonie, em Colónia, no Konzerthaus, em Viena e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, assim como em salas no extremo oriente e América do Sul. Confira em

https://www.youtube.com/watch?v=y4aqsxj0WSY.

Na atual temporada 2013/14, o músico atuou com Artur Pizarro em março do ano passado no CCB. Em julho último participou no 26.º Festival de Colmar, em França, e no de Ekenas, na Finlândia, a convite do maestro Jukka-Pekka Saraste. Realizou uma digressão ao Japão com a Orquestra Sinfónica de Seattle, e tocou com, entre outras, a Orquestra Nacional Russa, a I Pomeriggi Musicali Milano e a Orquestra de Câmara da Finlândia.

No Museu, localizado na estação de Metropolitano dos Alto dos Moinhos, as celebrações do Dia Mundial da Música começam pelas 10:30 com uma atividade dos serviços educativos, intitulada “Como se Classificam os Instrumentos Musicais”.

 


Às 15:30 está previsto a atuação uma banda filarmónica nas imediações do museu. Às 19:30 é inaugurada a exposição “Sax Inspiration, Mélodies Graphiques”, que celebra o centenário do nascimento do construtor belga de instrumentos Adolphe Sax, inventor do saxofone. A exposição é constituída por trabalhos de caricaturistas e ilustradores das regiões belgas da Valónia e de Bruxelas.
A cerimónia conta com um momento musical pelo saxofonista Bruno Margalho, que toca habitualmente saxofone alto e constitui um quarteto com o pianista Dan Hewson, o contrabaixista Gonçalo Leonardo e o baterista João Lencastre.

Foto: Felix Broede/FMS

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Estreia discográfica de Marta Rosa

por FMSimoes, em 26.09.14


 

 

A fadista Marta Rosa salientou a influência de músicos de outras áreas no seu primeiro álbum, resultado de uma residência artística durante três meses no espaço Povo Lisboa, no Cais do Sodré, em Lisboa.
“Não fui eu que fui à procura dessas influências, acho que foram essas influências - mais notórias as vindas de Cabo Verde e do Brasil - que vieram ter comigo, grande parte, fruto dos músicos que se cruzaram comigo durante esse tempo”, disse à Lusa Marta Rosa, de 23 anos, citada pela RTP.
Entre esses músicos citou Gabriel Codói, no violão de sete cortas, Gustavo Roriz, na viola caipira, João Nogueira, no contrabaixo, e Luís Bastos, no clarinete. Além destes músicos participantes, a fadiata é acompanhada à guitarra portuguesa por António Cardoso e, à viola, por João Penedo.
“O CD acabou por ser um misto daquilo que me aconteceu, dos recursos que me apareceram para trabalhar e daquilo que eu própria já trabalhava e gostava”, acrescentou.
O álbum é constituído por 12 canções, entre as quais “Barro Divino”, de Álvaro Duarte Simões (letra e música), “Complicadíssima teia”, de António Botto, no Fado Britinho, de Frederico de Brito, do repertório de Camané, e “Ciúmes da Saudade”, de Manuela de Freiras, no Fado Triplicado, de José Marques.
A fadista defende que “o cruzamento de géneros musicais é uma certeza no mundo em que vivemos e é uma vantagem, já que dá acesso a coisas que noutros tempos não se conseguiam". "Há hoje uma teia de influências e um músico de fado não ouve só fado, escuta jazz, música cabo-verdiana, etc.”, disse.
“Os géneros musicais beneficiam hoje, de músicos mais completos”, rematou Marta Rosa.
Este CD – que qualifica como “o disco antes do primeiro disco, pois é mais confortável” assim –, metade é constituído por fados tradicionais e a outra metade, pelo que Marta Rosa apelida como os seus “avarios”.
“Entre esses 'avarios' escolhi precisamente um tema de Piazzolla, porque sinto ligações entre o tango e o fado, assim como sinto do fado com a morna”, disse.
O alinhamento do CD abre com o Fado Suplica, de Armando Machado, para o poema “Em Busca da Beleza”, de Fernando Pessoa, e inclui “J’Oublie”, de Julien Clerc e Astor Piazzolla, “Retrato em Branco e Preto”, de Chico Buarque e Tom Jobim, “Inútil Paisagem”, de Aloysio de Oliveira e Jobim, e ainda “Lágrima sobre prelúdio em Dó Maior”, de Amália e Carlos Gonçalves, composição à qual Marta Rosa juntou uma partitura de Johann Sebastian Bach.
Referindo-se ao alinhamento do álbum, a cantora afirmou: “Achei que era um equilíbrio desejável, que procuro também no meu repertório, pois acho que é importante que haja uma base sólida daquilo que faz parte da natureza do género [musical], e depois haver um espaço mais livre para experimentação, que às vezes funciona bem e outras não tão bem”.
Marta Rosa começou a cantar aos 12 anos, e considera que este projeto – a residência artística e a gravação do CD – a “ajudou a crescer de uma maneira bastante sólida e especial”.

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