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O grupo de música popular portuguesa Zimbro homenageia o fadista Artur Ribeiro, autor e compositor de fados e canções, nomeadamente “Rosinha dos Limões”, e editou um álbum constituído exclusivamente por recriações de canções suas.
Segundo a investigadora Regina Gonçalves, que em 2007 defendeu, na Universidade Nova de Lisboa, a tese “Fiz leilão de mim: A carreira de Artur Ribeiro no Portugal do Estado Novo”, o autor escreveu essencialmente entre 1949 e 1978, dividindo-se a sua produção em música ligeira, a que o próprio autor chamou “diversos” (canção popular, marchinha, bolero, samba, “slow”, valsa e baião), canções regionais (rabela, bailinho, vira, baile de roda, chula) e “fado-canção”, entre 1949 e 1967, e compôs quase exclusivamente “fado tradicional", a partir de 1967 até 1978.
Como cançonetista de sucesso, no princípio da década de 1960 e na seguinte, como fadista, Artur Ribeiro seguiu uma carreira que “obedeceu às regras do Estado Novo, sob o qual se desenvolveu”, explicou à Lusa a investigadora Regina Gonçalves.
Do autor e compositor, o grupo Zimbro recria, neste CD, editado pela discográfica Valentim de Carvalho, entre outros, os temas “Rosinha dos Limões”, “Loiras Tranças”, “Fiz Leilão de Mim”, que Max popularizou, “Fonte das Sete Bicas”, do repertório de Maria Clara, “Pauliteiros de Miranda”, uma criação de Rui de Mascarenhas, e ainda “Adeus Mouraria”, “Sete Saias”, “Sou de Portugal” e "Sou da Beira”.
O grupo Zimbro assinala, na capa do CD, que reúne “três gerações” de músicos. Entre os sucessos do grupo contam-se ainda “Apita o Comboio”, uma canção que “fez vender mais de milhão e meio de cópias de discos, tornando-se assim a canção mais vendida de sempre em Portugal”, segundo a discográfica.

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António Laranjeira, que no domingo, dia 27, apresenta o seu álbum, “Luz”, no Porto, defende “um fado que saia do registo fatalista e dos poemas pesados”.
“O fado é do povo e deve ser cantado com alegria e bem-disposto. Quero um fado que saia do registo fatalista e dos poemas pesados, pretendo um fado mediterrânico, mais virado para a claridade do país e uma mensagem mais positiva”, disse António Laranjeira à Lusa.
“Luz”, constituído por 15 temas, maioritariamente da sua autoria, é o terceiro álbum do fadista, que o apresenta no domingo, dia 27, às 17:00, na FNAC de Santa Catarina, no Porto, acompanhado pelos mesmos músicos com quem gravou, Armindo Fernandes, na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira, na viola, Francisco Gaspar, na viola baixo, e Susana Castro Santos, no violoncelo.
“Para mim, é essencial a verdade, e não prescindia dos músicos com quem gravei para apresentar um trabalho que é, afinal, de todos nós”, disse o fadista, que reconhece neste seu terceiro álbum “influências trazidas de outras paragens musicais, nomedamente do Mediterrâneo e de Cabo Verde, algumas delas vindas através dos músicos”.
“O fado deixou de ser só nosso, é universal, logo tem contribuições do mundo”, defendeu.
Entre outros, fora do registo fadista, refira-se “Não prendas os teus olhos”, de Laranjeira e Rogério Ferreira, e a morna “Olhos de amor”, de autoria, letra e música do fadista.
António Laranjeira salientou no CD a presença de “dois nomes maiores da arte fadista”: Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro.
De Amália, canta “Menina da saia verde”, com música de Manuel Reis, um poema de autoria da fadista, que nunca o gravou. “É a minha homenagem, como se homenageasse minha mãe”, disse.
De Alfredo Marceneiro, escolheu três melodias tradicionais, entre elas, o Fado CUF, em que canta “Invicta”, um poema de sua autoria, e o Fado Menor em Versículo, em que gravou “Amor meu”, de Marla Amastor.
“É o maior criador de melodias, o meu compositor de eleição, apesar de haver outros grandes como o Armandinho ou o Joaquim Campos. As melodias de Marceneiro foram cantadas por todos os grandes, designadamente Amália, e continuam hoje no repertório de todos os fadistas”, afirmou.
Além de Alfredo Marceneiro, o fadista gravou na melodia tradicional da "Lenda das Rosas", do guitarrista José António Sabrosa, o tema “Lenda do Amor” e, na composição “Negro Ciúme”, de Raul Ferrão, o tema “Vamos em frente”.
Laranjeira salientou “o cuidado tido na seleção de poemas, e músicos que garantissem uma qualidade além do fado, pois é um disco muito ‘world music’”, e incluiu aquela que será “das últimas composições do guitarrista Manuel Mendes”, falecido em 2009 - na melodia escolhida gravou “Minha mãe, mãe Maria”, um poema de sua autoria.
Além dos poemas de sua autoria, apesar de não se considerar um poeta de fado e "apenas escrever umas coisas que as pessoas gostam e alguns fadistas gravam, como Ana Moura, Carolina, José Manuel Barreto", distinguido este ano com o Prémio Amália Intérprete, António Laranjeira gravou aquela que apontou como “talvez das últimas produções de Vasco Graça Moura [falecido em abril último] para fado, intitulada 'O fado dos trevos', com uma composição de Manuel Reis, e que abre o CD", editado pela Ovação.
O álbum conta com a participação especial de Pedro Barroso, que assina o tema "Porto Antigo", que corresponde à atual região de Cinfães do Douro, de onde o fadsita é natural. O contacto com o músico, que também dá a voz, foi "um cruzamento da vida, através da violoncelista Susana Castro Santos".

Foto: Ovação/FMS

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