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A fadista Anita Guerreiro atua no dia 04 de Abril às 21:45 no Teatro Villaret, em Lisboa. Um espetáculo produzido pela Cena Eventos e que conta com a participação dos jovens fadistas Catarina Candeias, Maurício Cordeiro, Vera Varatojo e David Gonçalves, acompanhados por Luís Ribeiro, na guitarra portuguesa e Vítor Pereira, na violaA direcção artística e apresentação é de Carlos Jorge Español.

Anita Guerreiro estreou-se no Teatro de Revista em 1954 "de uma forma retumbante", contou à imprensa Julieta Estrela que foi sua "afilhada de palco", em 1955.

"A Anita em três meses tornou-se uma vedeta sem favor e foi um sucesso retumbante, com vários êxitos que o povo cantava na rua", disse.

"Cheira bem, cheira a Lisboa", "Sinos", "Calçadinha à portuguesa", "Ai, ai Lisboa", "Boneca de trapos", "Santo António veio a Alfama" ou " O fumo do meu cigarro" são alguns dos sucessos desta fadistas que gravou pela primeira vez na Estoril Discos, e logo com o êxito “Tia Anica”.

"Não quero dizer que não goste de cantar e não me empenhe, mas o que mais me satisfaz mesmo é ser actriz", disse à Lusa Anita Guerreiro.

A fadista estreou-se em fevereiro de 1954 no palco do Teatro Variedades, no Parque Mayer.

"Eu ainda era menor e tive uma autorização especial do coronel Óscar de Freitas para actuar", lembrou.

Anita Guerreiro é o nome artístico de Bebiana Guerreiro, encontrado pelos produtores de "Comboio das seis e meia", um programa de rádio de grande popularidade na época.

Uma vizinha candidatou-a ao concurso "Tribunal da Canção", desse programa. "Assim que me ouviram levaram-me ao Marques Vidal e nem concorri, cantei logo", recordou.

"Eu gostava de cantar, do mundo do espectáculo e o dia em que estreei na revista `Ó Zé aperta o laço` foi um delírio, era a realização de todos os meus sonhos", disse.

Vencedora do Prémio Estevão Amarante (1969/70) e de uma Guitarra de Ouro, em Angola, onde chegou a residir, Anita Guerreiro tem-se tornado mais conhecida das novas gerações através dos papéis que desempenha em várias telenovelas.

Anita Guerreiro afirmou que deve à televisão a popularidade que hoje tem junto "de uma faixa etária mais nova", depois do interregno que fez na década de 1970, quando foi para os Estados Unidos.

Julieta Estrela lamenta o facto de "a faceta de fadista e grande intérprete de Anita estar hoje mais esquecida".

Anita Guerreiro reconhece isso mesmo e afirmou à Lusa: "Foi a partir da telenovela `Olhos de Água` (2001) que os mais novos começaram a tomar atenção em mim. Quando passam sempre dizem `olha lá vai a fadista`".

Depois de regressar dos Estados Unidos, em 1982, Anita Guerreiro integrou o elenco da revista "Há mas são verdes", onde criou os fados "Hermínia de Lisboa", em homenagem a Hermínia Silva, e "Calçadinha à portuguesa".

No dia 05, neste mesmo Teatro, à mesma hora e com apresentação de Carlos Jorge Español, apresentam-se Maria Mendes, Américo Grova, Deolinda de Jesus, Rui Vaz e Ana Sofia, acompanhados pelos mesmos músicos.

 

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