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Rita Gordo apresenta “Fados no Tejo” no dia 26 de fevereiro às 22:00 na Associação B’Leza, em Lisboa, num concerto em que é convidada especial a fadista Joana Amendoeira.
O alinhamento do concerto segue o álbum de estreia da cantora, “Eu sou assim”, editado em janeiro de 2012.
Do álbum, entre outros, fazem parte a recriação de um fado de Maria da Fé, “Amor mais infinito”, de dois temas de Paulo Bragança, “Farol” e “Noite, janeiro, lua cheia”, de um de Mafalda Arnauth, “Contra ventos e marés”, e ainda “Sem carinho – Padre Nosso”, de dois autores clássicos do fado, Frederico de Brito e Armando Freire.
As duas intérpretes são acompanhadas por Paulo Parreira, na guitarra portuguesa e Rogério Ferreira, na viola.
“Eu sou assim” deu a conhecer o talento de Rita Gordo, que afirmou ter vencido "inibições" e "nervosismos", salientando que ainda “há muito caminho para andar”.
O guitarrista Paulo Parreira, que produziu o álbum, "teve uma papel fundamental, não só nos arranjos como em algumas ideias e muito no incentivo e em acreditar em mim", disse a intérprete.
Rita Gordo estudou piano e canto, foi aluna da Academia de Amadores de Música, toca viola como autodidata, participou no musical ‘Amália’, de Filipe La Feria, e viveu sempre rodeada de músicos, cantores e poetas, mas “nervosismo” e “insegurança” adiaram a decisão de cantar.
À Lusa, cita o Sapo Música, a intérprete e também compositora afirmou que “alguma vergonha de estar frente às pessoas” e “um nervosismo de secar a garganta” foram adiando a decisão, até “pelo que iam dizer”, tendo em conta os nomes dos seus pais.
Rita Gordo é filha da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo, o que a inibia de se decidir a cantar, “até pelo receio das comparações”. No entanto, sublinhou, “esta é uma linha completamente diferente que nada tem a ver com fado”.
“Tenho uma linha completamente diferente. Levei tempo a descobri-la, sabia que não era ‘fado fado’, mas sempre gostei de cantar e o Paulo [Parreira] incentivou-me muito a gravar”, contou.
Guitarrista, compositor e o produtor do álbum, Paulo Parreira assina os arranjos e algumas composições em parceria com Rita Gordo.
A história deste álbum começou há cerca de um ano quando o pai editou o livro ‘Poemas do meu fado’ em outubro de 2010, a que juntou um CD, e a convidou a gravar um dos temas. Nessa mesma altura, apresentou-se pela primeira vez ao vivo numa homenagem a Maria da Fé pelo grupo de teatro Intervalo, em Algés, Oeiras.
“Eu cantava, mas tinha sempre receios e vergonha das pessoas. Mas o meu pai insistiu e eu escolhi ‘Sete pedaços de vento’, que a Cristina Branco canta. Era o único que sabia de cor. Depois o Paulo Parreira incentivou-me e o disco foi surgindo”, contou.
“Isto é aquilo que escolhi para cantar, sei lá se é fado, não sei, sendo filha de quem sou, quero ser eclética”, disse a intérprete.
O álbum foi apresentado em Lisboa, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal S. Luiz, no dia 28 de 2012, e depois no dia 10 de fevereiro no Teatro Rivoli, no Porto.
No álbum, Rita Gordo é acompanhada por Paulo Parreira na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira na viola e Francisco Gaspar no baixo e contrabaixo e ainda pelos músicos convidados Miguel Monteiro (saxofone) e André Pinto (percussão).
Dos temas que recupera, há ainda um de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, ‘Dindi’, que reflete o gosto “encontrar outras músicas, ter outros sons e construir entre tudo” a sua própria música.
Rita Gordo assina os temas ‘Segredo das coisas’ com Parreira, ‘Essência’ com Parreira e Rogério Ferreira e ainda ‘Ai meu amor, meu amor’.
O CD, explicou a intérprete, é “de confissões e afetos” e para ser escutado “com um início [o breve tema de abertura que parte de uma guitarrada de José Nunes] até ao último, ‘Encontro’, que é uma espécie de epílogo ou conclusão”, disse.
‘Encontro’ é assinado pela dupla Rita Gordo/Paulo Parreira, tendo a intérprete escrito ‘Perdidos e achados’ para a música do fadista João Maria dos Anjos.

 

 

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O primeiro “Best of” de Mariza terá duas edições, numa delas, dupla o público é convidado a participar, anunciou a  Warner Music PortugalA edição normal, com data prevista para o dia 14 de abril, incluirá um conjunto de temas escolhidos pela fadista e pela discográfica e dois temas, um original, e outro de autoria de Alberto Janes, “É ou não é”, do repertório de Amália Rodrigues, que Mariza nunca tinha gravado.

A edição especial, a sair na mesma data, é constituída por dois CD, o “Best of” do alinhamento feito pela intérprete e a discográfica e um outro CD de 12 temas escolhidos pelo público até 05 de março, em https://www.facebook.com/marizaoficial, a partir dos cinco álbuns de estúdio da fadista.

“Fado em mim”, produzido por Jorge Fernando, marcou a estreia discográfica de Mariza a solo, em 2001, tendo vendido mais de um milhão de exemplares em 35 países, segundo dados da discográfica.

Ao longo de 13 anos de carreira, Mariza atuou em diversos palcos, desde o Carnegie Hall, em Nova Iorque, ao Royal Albert Hall, em Londres, passando pelo Auditório Nacional, em Madrid, o Festival de Música do Cairo, ou o Musikverein em Viena e o Het Concertgebouw, em Amesterdão, e nas mais longínquas latitudes, da Islândia à Austrália, passando pela China, Rússia e Brasil, entre outros países.

A criadora de “Caravelas” (Florbela Espanca/Tiago Machado) e “Ó gente da minha terra” (Amália Rodrigues/Tiago Machado) recebeu vários prémios, entre os quais, o BBC Rádio 3 para o Melhor Artista Europeu na área da World Music, dois Deustche Schallplattenpreis e o European Border Breakers Awards.

Foto: Warner Music Portugal/FMS

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