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Camané inicia no dia 10 de janeiro, em Águeda, uma digressão nacional que, neste primeiro trimestre o levará a treze palcos, passando por Castelo Branco, Portalegre,Beja e Bragança.

A base do alinhamento desta série de concertos é o duplo CD “O melhor de Camané”, editado no ano de 2013 e que inclui “Ai, Margarida”, de Álvaro de Campos, musicado por Mário Laginha, registando também “Mais um fado no fado”, “A cantar é que te deixas levar”, “Ela tinha uma amiga”, “A guerra das rosas” e “Escada sem corrimão”, entre outros.

Camané, distinguido com três prémios Amália, entre os quais o de Melhor Intérprete, abre em Águeda, no Cine-Teatro S. Pedro, esta digressão nacional, no dia 10, e no dia seguinte atua no Teatro Pax Julia, em Beja, sempre às 21:30.

No dia 24 de janeiro, às 21:30, o criador de “Sei de um rio” (Pedro Homem de Mello/Alain Oulmain) sobe ao palco do Forum Luísa Todi, em Setúbal, e, no dia seguinte, às 22:00, ao palco do Centro Cultural de Ílhavo.

Nesta digressão, o fadista é acompanhado à guitarra portuguesa por José Manuel Neto, à viola, por Carlos Manuel Proença, ambos distinguidos com o prémio Amália para o Melhor Instrumentista, e também por Paulo Paz, no contrabaixo.

O intérprete de “Bicho de conta” (Luís de Macedo/Fado Britinho, de Frederico de Brito) inicia o mês de fevereiro em Portalegre, onde sobe ao palco do Centro de Artes e Espetáculos, no dia 08, e no dia 14 canta, também às 21:30, no Teatro Joaquim Benite, em Almada.

No dia 20 de fevereiro, às 21:30, o fadista atua no Auditório Municipal de Espinho, e no dia seguinte, às 23:00, no casino local.

No dia 22, às 21:30, Camané canta no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, encerrando o mês em Famalicão, subindo no dia 28, às 21:30, ao palco da Casa das Artes.

No dia 02 de março, pelas 22:00, o criador de “Estranho fulgor” (P. Homem de Mello/Fado Franklin de Sextilhas, de Franklin Godinho) atua em Arcos de Valdevez, na Casa das Artes. No dia 08, Camané está em Bragança, onde atua às 21:30, no Teatro Municipal, e encerra a digressão em Castelo Branco, no dia 14, com um espetáculo no Cine-Teatro Avenida, pelas 21:30.

Camané começou a cantar fado e a gravar ainda jovem, fortemente influenciado pelo meio familiar. Em 1979, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, tendo participado, na década de 1980, em várias produções teatrais de Filipe la Feria, como "Grande Noite", "Maldita Cocaína" e "Cabaret".

Em 1995, com o CD “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, iniciou uma parceria regular com o músico José Mário Branco, como produtor, que se mantém até hoje.

Em 1998, editou “Na Linha da vida”, que a imprensa considerou um dos melhores álbuns do ano, e que incluiu fados como “Eu não me entendo” (José Luís Gordo/José Mário Branco) e “Senhora do Livramento” (J. Luís Gordo/Marcha do Marceneiro).

Em 2008, editou “Sempre de mim”, em que interpretou poetas como Luís Macedo e Pedro Homem de Mello, e resgatou composições inéditas de Alain Oulman, compositor exclusivo de Amália Rodrigues, falecido em 1990.

Ao longo da sua carreira, entre álbuns de estúdio, gravados ao vivo e um em que fez uma primeira compilação do seu repertório, “The art of Camané – The prince of fado”, editado em 2004 pela Hemisphere, o fadista soma 12 álbuns, excluindo os discos gravados na juventude.

Camané tem feito incursões noutros géneros musicais. No ano passado atuou no Festival Île de France, em Paris, numa homenagem a Cesária Évora, acompanhado pelos músicos da cantora cabo-verdiana, e foi um dos escolhidos para integrar o projeto “Humanos”, com Manuela Azevedo e David Fonseca, que recuperou temas de António Variações, 20 anos após a morte deste autor.

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A capital portuguesa "continua a ser um dos mistérios mais bem guardados da história do século XX”, afirma o escritor Neil Lochery no seu novo livro, intitulado “Lisboa. A cidade vista de fora. 1933-1974”.

A obra, publicada pela Editorial Presença, narra a história dos estrangeiros ilustres e anónimos que passaram pela capital ou nela se estabeleceram, desde os anónimos refugiados da II Guerra Mundial, que procuravam fugir às tropas nazis, alguns com o visto do cônsul Aristides de Sousa Mendes, a outros mais conhecidos, nomeadamente membros da realeza, como o Rei Carol da Roménia.

No período da II Guerra Mundial (1939-45), Lisboa foi uma cidade “relevante”, por ser a capital europeia mais a ocidente e de um país neutro, e “uma espécie de transposição para vida real do filme ‘Casablanca’”, escreve o autor.

“No final da guerra, a cidade viu-se amplamente esvaziada dos muitos estrangeiros que nela viviam, todavia não perdeu a sua importância estratégica”, e “o início da Guerra Fria confrontou Lisboa com um novo conjunto de desafios e oportunidades”.

Neste contexto não é alheia a importância estratégica da base açoriana das Lajes, que se tornou “vital para o empenho de Washington em estabelecer uma forte guarnição militar na Alemanha”.

Neste período, Lisboa é visitada por figuras como o presidente norte-americano Dwight Eisenhower, que “desfilou em apoteose pelas ruas”, Jacqueline Kennedy, mulher do Presidente norte-americano John Kennedy, que “adotou uma posição particularmente dura com Portugal”, nos anos de ditadura, com a eclosão da guerra colonial, os Príncipes do Mónaco, Grace e Rainier, Richard Nixon, que se tornaria Presidente dos EUA em 1969, das atrizes Brigitte Bardot, Claudia Cardinale, Nadia Gray, Micheline Presler, e os duques de Windsor, que tinham sido alvo, quando estiveram em Cascais anos antes, de uma “conspiração alemã” para os raptar.

Lisboa, no período da II Guerra, é descrita por Neil Lochery como uma “cidade internacional onde os Aliados e as potências do Eixo operavam às claras”, “um período de diplomacia de risco” onde, por duas vezes, se jogou a possibilidade de pôr fim ao conflito.

Uma das vezes por iniciativa italiana, “num amplo jardim privado cercado por muros altos, situado no bairro da Lapa”, e a outra, entre dois dirigentes dos serviços secretos inglês e alemão, no centro de Lisboa.

O período da guerra e o que se lhe seguiu de imediato - a década de 1950 - Lisboa, que o autor qualifica como “cidade luz”, continuou a ser visitada por personagens ilustres, quer a título particular, como a dos atores Laurence Olivier e Vivien Leigh, quer oficial, como a da Rainha Isabel II, em 1957, que “atraiu multidões à capital portuguesa”.

Neil Lochery dá conta de que Lisboa foi o cenário natural da “primeira película norte-americana filmada em formato panorâmico”. O filme, “Lisbon”, de Ray Milland, foi protagonizado por Maureen O’Hara e Claude Rains, tendo sido estreado em 1956. Um dos temas do filme é “Lisboa Antiga”, de Raul Portela e José Galhardo, interpretado por Anita Guerreiro.

Considerando que o centro de Lisboa “pouco se alterou entre 1933 e 1974” - datas que correspondem ao início da ditadura do Estado Novo, com a proclamação da Constituição corporativista, e a revolução de Abril, que lhe pôs fim, a obra conta a história da cidade “através do testemunho e do olhar daqueles que nela viveram ou a visitaram”.

Uma história “contraditória de um país cada vez mais isolado no plano diplomático, mas ao mesmo tempo mais procurado e marcado pela chega de estrangeiros abastados a Lisboa”.

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