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O Banco de Portugal vai colocar em circulação uma moeda de coleção assinalando o centenário do nascimento do ator João Villaret, com o valor de 2,50 euros. Segundo a instituição liderada por Carlos Costa, a distribuição ao público será feita por intermédio das instituições de crédito e das tesourarias do Banco de Portugal.

João Villaret foi um prestigiado e popularíssimo ator, como deu conta a imprensa, quando faleceu, aos 47 anos, em janeiro de 1961, no Hospital da CUF, em Lisboa. À imprensa, a quando do centenário do nascimento do ator, em maio passado, a atriz Carmen Dolores que com ele trabalhou, afirmou: “Tudo o que o ator João Villaret fazia era bom e variado, de tal forma que nos esquecíamos da sua figura”.

Ator, declamador e encenador, João Villaret participou em várias peças de teatro declamado, comédias, revistas e realizou diversos recitais de poesia, tanto em Portugal, como no Brasil e na Argentina, e nas ex-colónias portuguesas.

Com o surgimento da televisão em Portugal, na década de 1950, o ator manteve um programa semanal em que recitava poesia, acompanhado pelo pianista Carlos Mayer, seu irmão, e que se tornou muito popular. Divulgou poetas, na altura menos conhecidos, como Fernando Pessoa e Miguel Torga, ao lado de Camões, José Régio, António Botto, Augusto Gil, entre muitos outros.

Procissão”, de António Lopes Ribeiro, “Recado a Lisboa”, de António Botto ou “Fado Falado”, de Aníbal Nazaré, foram alguns dos peomas que ficaram para semrpe a ele ligados.

A poesia portuguesa e os poetas devem-lhe muito pela divulgação que fez, pela forma como nos ensinou a todos a amar a poesia”, salientou Carmen Dolores, que se estreou com Villaret em teatro, na companhia Comediantes de Lisboa, da qual era empresário António Lopes Ribeiro.

Do ator, Carmen Dolores guarda a memória de “uma pessoa brilhante, bom colega, grande conversador, que contava histórias com muito humor, e era muito irónico".

Villaret era "a antítese de uma pessoa introvertida, ele enchia os ensaios e os bastidores”, rematou a atriz para quem “faz todo o sentido, e fará cada vez mais, recordar o ator e o declamador”.

Quando faleceu, o Diário de Notícias titulou, em machete, que “morreu o maior ator português” e noticiou não ter faltado "ninguém" no funeral - “até lá estava a geral”, referindo-se ao "público anónimo" das salas de espetáculos. Segundo o jornal, na véspera do dia da morte, o ator afirmara ao empresário Vasco Morgado: “Ainda havemos de fazer muitos espetáculos juntos”.

A atriz Beatriz Costa, que foi amiga de Villaret, afirmou numa entrevista que “o público anónimo” se lhe dirigia a perguntar pelo estado de saúde do ator, “como se de uma pessoa de família se tratasse”.

A popularidade do ator era tão elevada quanto o seu prestígio entre a classe teatral e, em vésperas de completar 30 anos de carreira artística, quando já estava hospitalizado, a RTP, para celebrar a data, preparara um programa em que participariam “artistas que jamais enfrentaram as câmaras da televisão” e que “renunciaram sem hesitar a esse tabu”, lia-se n’O Século.

Entre esses artistas figuravam Palmira Bastos, Amélia Rey-Colaço, Mariana Rey Monteiro, Maria Lalande e Beatriz Costa, que organizara a homenagem com Leitão de Barros, Nelson de Barros, Olavo d’Eça Leal, Armando Vieira Pinto e Francisco Mata.





O ator “morreu a sorrir”, como escreveu o Diário de Notícias e, na noite anterior, tinha recitado de cor um poema de Fernando Pessoa.

No dia da morte de João Villaret, a consternação dominou o país, como noticiaram os jornais, com os teatros a fazer um minuto de silêncio e as diferentes sociedades recreativas a colocarem as bandeiras a meia haste.

Um livro sobre o ator está à espera de editor, disse à Lusa fonte familiar, citada pelo Expresso. O autor, cujo nome por vontade sua não é revelado, estudou o espólio de João Villaret, designadamente a sua biblioteca, as cartas, reuniu vários recortes de jornais e revistas e outro material.

A mesma fonte disse que o vasto acervo documental, que constitui a obra, inclui várias fotografias inéditas do álbum do ator, uma tábua cronológica e aborda a vida de João Villaret enquanto "artista maior".




As características da moeda comemorativa de João Villaret (1913-1961) foram aprovadas pela Portaria n.º 142/2013, publicada no Diário da República, 1.ª série – N.º 66, de 4 de abril. Foi definido o limite de emissão de 100.000 moedas com acabamento normal - http://www.bportugal.pt/pt-PT/OBancoeoEurosistema/ComunicadoseNotasdeInformacao/Paginas/combp20131021.aspx -.

Foto: RTP

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Camané estreia-se na Argélia

por FMSimoes, em 23.10.13



Camané atua pela primeira vez na Argélia, no dia 24 de outubro, no âmbito do Festival Culturel Maghrébin, na capital.

Segundo a ONC Produções, o mais recente álbum do fadista, “O Melhor de Camané”, editado em abril passado, que “funciona como balanço de um percurso discográfico que vai de 1995 até 2013”, será o alinhamento do espetáculo que vai apresentar.

O álbum inclui o inédito “Ai Margarida”, de Álvaro de Campos, musicado por Mário Laginha, e regista ainda, entre outros, “Mais um fado no fado”, “A cantar é que te deixas levar”, “Ela tinha uma amiga”, “A guerra das rosas” e “Escada sem corrimão”.

Camané, duistinguido por duas vezes com o Prémio Amália, será acompanhado, em Argel, pelos músicos Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Paulo Paz, no contrabaixo.

Camané, 46 anos, começou a cantar fado e a gravar ainda jovem, fortemente influenciado pelo meio familiar. Em 1979, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, tendo participado, na década de 1980, em várias produções teatrais de Filipe la Feria, como "Grande Noite", "Maldita Cocaína" e "Cabaret".

Em 1995, com o CD “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, iniciou uma parceria regular com o músico José Mário Branco, como produtor, que se mantém até hoje.

De “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, constam temas como “Aquela e triste e leda madrugada”, “O espaço e o tempo” ou “Saudades trago comigo”. O álbum foi editado em vários países europeus, tendo o fadista atuado, entre outros, em Espanha, França, Holanda e Itália.

Em 1998, editou “Na Linha da vida”, que a imprensa considerou um dos melhores álbuns do ano, e que incluiu fados como “Eu não me entendo” ou “Senhora do Livramento”.

Ao longo da sua carreira, até este ano, em que foi distinguido este ano com o Prémio Europa-David Mourão-Ferreira, da Universidade de Bari, entre álbuns de estúdio, gravados ao vivo e um em que fez uma primeira compilação do seu repertório, “The art of Camané – The prince of fado”, editado em 2004 pela Hemisphere, o fadista soma 12 álbuns, excluindo os discos gravados na juventude.

Camané tem atuado em vários países da Europa e das Américas, como Argentina, Chile, Peru, Uruguai, Reino Unido, Suíça, Bulgária, Polónia e Hungria. Em 2011, cantou na Brooklyn Academy of Music, de Nova Iorque, num concerto elogiado pelo New York Times.

Em 2008, editou “Sempre de mim”, em que interpretou poetas como Luís Macedo e Pedro Homem de Mello, e resgatou composições inéditas de Alain Oulman, compositor exclusivo de Amália Rodrigues, falecido em 1990.

Em 2010, saiu “Do amor e dos dias” em que, entre outros, gravou “Súplica”, “Último recado” e “Emboscadas”.

Camané tem feito incursões noutros géneros musicais. No ano passado atuou no Festival Île de France, em Paris, numa homenagem a Cesária Évora, acompanhado pelos músicos da cantora cabo-verdiana, e foi um dos escolhidos para integrar o projeto “Humanos”, com Manuela Azevedo e David Fonseca, que recuperou temas inéditos de António Variações, 20 anos após a morte deste autor.

No próximo dia 14 de novembro, o criador de "Sei de um rio" atua no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Foto: www.camane.com

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