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Quartel de Campo de Ourique

 

Os processos de classificação do “Núcleo de génese pombalina do Quartel de Campo de Ourique”, em Lisboa, e do painel turístico em azulejo em Reguengo do Fetal, na Batalha, foram abertos, segundo despacho publicado no Diário da República.
Segundo o despacho, assinado pela diretora-geral do Património Cultural, Paula Araújo Silva, a zona de classificação do quartel situa-se no bairro de Campo de Ourique, nas ruas de Infantaria 16 e Ferreira Borges.
O núcleo, que está em vias de classificação, foi construído em 1762 no âmbito da política de reestruturação do Exército português, sob a égide do Conde de Lippe, durante o Governo do Marquês de Pombal, D. Sebastião de Carvalho e Melo.
Atualmente, funciona neste edifício a Escola de Serviço de Saúde Militar. Entre outras armas que aqui se instalaram como a de Infantaria, contam-se o Batalhão de Sapadores dos Caminhos-de Ferro, de que as instalações também foram aquartelamento.
O quartel, que foi alvo de alterações ao longo dos séculos, tem, entre outros motivos arquitetónicos e decorativos, vários azulejos com temática militar, uma porta de armas com a coroa real de D. José e uma biblioteca pombalina.
Entre outros factos históricos, foi deste quartel que saiu um batalhão que foi decisivo no apoio apoio às forças republicanas na rotunda, em 1910.
A proposta de classificação partiu do Departamento dos Bens Culturais, da Direção-Geral do Património Cultural.
Outro despacho, também assinado por Paula Araújo Silva, declara aberto o processo de classicação "do painel turístico em azulejo da extinta companhia aérea Pan Am, na encosta nascente da Estrada Nacional 356", que liga a Batalha a Fátima, na freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, distrito de Leiria.
A proposta de classificação do painel partiu da Direção Regional de Cultura do Centro.
Entretanto, cinco edifícios foram classificados como de “interesse público”, assim como o sítio arqueológico de Castro do Castroeiro, em Mondim de Basto, Vila Real, foi também publicado no Diário da República.
A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) publica seis despachos que classificam diferentes edifícios como de “interesse público”, entre eles, o Convento e Igreja de Nossa Senhora da Penha de França, em Lisboa.
Na capital, obteve igual classificação o edifício da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), “incluindo o património móvel integrado", que confina com as ruas Barata Salgueiro, Castilho e Mouzinho da Silveira, na atual freguesia de Santo António.
Outros imóveis classificados situam-se em Cascais, Sintra, Torres Vedras e Coimbra.
O despacho de classificação do antigo Convento de N. S. da Penha de França, inclui “o património integrado”.
O convento que pertenceu à Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho tem origem em 1597, como ermida de Nossa Senhora no cumprimento de um voto de António Simões efetuado na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578. O convento entretanto erguido foi destruído pelo terramoto de 1755 e começou a ser reconstruído dois anos depois e, em 1834, no âmbito da lei de expulsão das ordens religiosas, passou a fazer parte dos imóveis do Estado.
A igreja manteve sempre serviço religioso e é sede da Irmandade de N.S. da Penha e de S. João Batista. Em algumas dependências conventuais funciona, atualmente, a direção nacional da PSP.
O convento possui um claustro de dois andares, retangular, e segundo o portal da DGPC, no interior da igreja “sobressai a riqueza de mármores policromos, em tons de azul, branco, verde e rosa”, destacando-se uma pintura atribuível a Pedro Alexandrino de Carvalho ou a Vieira Portuense, assim como “os altares laterais de talha dourada, com telas marianas atribuídas a Diogo Magira”.
O edifício da SNBA, também em Lisboa, “é um exemplo do ecletismo arquitetónico preconizado por grande parte dos arquitetos da época e neste caso particular por Álvaro Machado, seu autor, foi construído no início do século XX com uma estrutura mista de ferro, madeira e alvenaria de pedra”, lê-se no portal da SNBA.
O texto assinado pelos arquitetos Nuno Magalhães e David Dionísio afirma que “o edifício é testemunho de uma técnica construtiva que acusa a influência que a arquitetura dos engenheiros, muito divulgada nos finais do século XIX, teve em alguns dos arquitetos portugueses”.
Nos arredores da capital foram também classificados como de "interesse público" a Igreja de N.S. da Assunção, em Cascais, e o Solar da Quinta Velha do Hespanhol, “incluindo o património móvel integrado”, localizada em Carreiras, na União das Freguesias de Dois Portos e Runa, no concelho de Torres Vedras.
A Igreja Matriz de Cascais, cuja origem remonta a 1572, teve sucessivas remodelações, e na sua cobertura em abóbada de berço destaca-se, ao centro, uma pintura com a “Assunção de Nossa Senhora”, de José Malhoa, do início do século XX.
O fundador do Solar da Quinta Velha do Hespanhol, em Torres Vedras, terá sido o italiano Filippo Pallastrelli, pai de Bartolomeu Perestrelo, que capitaneou a expedição que descobriu a ilha de Porto Santo, da qual foi o primeiro capitão donatário.
Segundo a DGPC, no interior do solar “destacam-se os azulejos azuis e brancos desenhados por Leopoldo Luigi Batistini”, além da talha dourada e alfaias litúrgicas da capela.
Na área da azulejaria, há silhares que replicam a decoração do salão do Paço da Vila, em Sintra, bem como produção da Fábrica de Sant’Ana.
De "interesse público" foi também declarado o solar, jardins, capela, telheiro, fonte e tanque, da Quinta do Regalo, em Geria, na União das Freguesias de Antuzede e Vil de Matos, no concelho de Coimbra. A fundação desta quinta remonta ao século XVI e pertenceu à família Coutinho, que foi capitã-donatária da Bahia, no Brasil.
O Castro do Castroeiro, em Castroeiro/Campos, em São Cristóvão de Mondim de Basto, no distrito de Vila Real, foi também classificado como de “interesse público”.
Segundo informação da DGPC, este povoado, construído durante a Idade do Ferro (1.200 a 550 antes de Cristo), “dispunha de um complexo sistema de fortificação constituído por duas cintas de muralha com paramento duplo revestido com blocos graníticos”, e localiza-se na falda do Monte Farinha, a cerca de 500 metros do Santuário de N.S. da Graça.

Foto: NACAL/FMS

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Paulo Bragança

Paulo Bragança, fadista que fez parte do catálogo da discográfica de David Byrne, faz parte do caratz do Festival Caixa Alfama, que se realiza nos dias 15 e 16 de setembro, em Lisboa.

O fadista estreou-se discograficamente em 1991 e, no ano seguinte, colaborou num álbum de José Cid, “Camões, as Descobertas e nós…”. Paulo Bragança, intérprete de "Na Ribeira deste Rio", distinguiu-se por cantar vestido habitualmente de negro, com casacos de cabedal, usando umas botas de combate ou, preferencialmente, cantando descalço.
O fadista, que se tinha retirado em finais da década de 1990 da cena musical portuguesa, em 2012 participou como convidado especial no concerto de apresentação do álbum de estreia da cantora Rita Gordo, no Teatro S. Luiz, em Lisboa.
No dia 16 de setembro, Paulo Bragança sobe ao palco instalado no largo das Alcaçarias, o mesmo em que o pianista Júlio Resende vai atuar, assim como Fado Ensemble e o Edu Miranda Trio. No dia anterior, neste palco, atuam Diogo Clemente e Miguel Ramos.
A organização, entretanto, encerrou já o cartaz dos palcos instalados na Sociedade Boa União, o Amália Rodrigues, na avenida Infante D. Henrique,
Na Sociedade Boa União, no beco das Cruzes, atuam, no dia 15, Augusto Ramos e Conceição Ribeiro, e, no dia 16, Joana Almeida e Miguel Xavier.
No palco Amália, instalado no auditório Abreu Advogados, na avenida Infante D. Henrique, que se estreia nesta edição, atuam, no dia 15, Carolina e Filipa Cardoso, que editará em breve um novo álbum, com produção do guitarrista Ângelo Freire, e, no dia 16, Ana Sofia Varela, distinguida com dois Prémios Amália, e Buba Espinho.
Esta quinta edição do festival conta, entre as novidades, com um novo palco, a instalar no largo do Chafariz de Dentro, com entrada gratuita, e, pela primeira vez, a organização disponibiliza um bilhete diário. Nas edições anteriores foi apenas disponibilizado um bilhete para os dois dias.
Os guitarristas Luís Guerreiro e Pedro Castro, no dia 15, e Paulo Soares e José Manuel Neto, no dia seguinte, constituem o cartaz do palco do Chafariz de Dentro.
Outros palcos instalados no bairro de Alfama estão nas igrejas de S. Miguel e de Santo Estevão, no Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, e no Grupo Sportivo Adicense.
No palco do auditório do Museu do Fado, atuam Matilde Cid e Teresinha Landeiro, no dia 15, e, no dia seguinte, Nathalie e Tânia Oleiro.
O cartaz deste ano conta ainda com António Zambujo, Gisela João, Marina Mota, Marco Rodrigues e Os Mestres do Fado, grupo liderado pelo ‘viola’ Diogo Clemente, constituído pelos fadistas Ada de Castro, Maria Armanda, Maria da Nazaré, Cidália Moreira, António Rocha, Artur Batalha, Filipe Duarte e Nuno Aguiar.
Este projeto, sem Ada de Castro, foi estreado em janeiro último, no grande auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
José Gonçalez e os Sangre Ibérico, Bárbara Santos, apresentada pela organização como “uma revelação”, e a participação das marchas de Alfama, que venceu este ano o concurso das Marchas de Lisboa, e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, são outras das participações.
No ano passado, o festival, segundo dados da organização, mobilizou cerca de 15.000 espetadores.

Foto: PenafielTerraNossaBlog/FMS

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